À flor da pele

56 De volta para casa


Notas iniciais
Oie u.u Queria dar boas-vindas aos leitores novos. E dizer que se você é betada/o por mim, ou tem trabalhos que eu acompanho, e está achando que eu larguei mão de ti, não se preocupe! Entre pro clube! Não, brincadeira XD Estou lidando com uma cabeça por vez nas betagens (que estão bem atrasadas, desculpem u.u), e deixando as leituras para depois. Então não se preocupem que logo eu passo pro próximo... (Em algum momento... Em 2015... Eu espero...) Boa leitura!

Theodor

– Durma... – Sussurro pela quinta vez na última meia hora.

Estou deitado na cama com Diana em meu peito, com o rosto levantado, me encarando. Ela está cansada. Sonolenta. E lutando.

Temos trocado carícias por algum tempo, até que ela foi ficando lenta, e lenta, e então a acomodei para dormir. Mas a danada não se deixa ir. Cada vez que seus dedos em meu cabelo ficam imóveis, e seus olhos fecham, imagino que dormiu. Mas então ela os abre de novo e volta a acariciar-me.

Fodidamente adorável.

– Não estou...– Boceja. - Com sono...

– Claro...

Acaricio seus lábios com os meus. É tão suave... Viciante.

– Você precisa descansar, linda...– Insisto, já começando a perder a clareza por causa do sono. — Foi um longo dia. – Minha voz vai se tornando mais baixa a cada instante. Reflexo do meu próprio cansaço.

– Não estou cansada... – Me diz de olhos fechados. — Deveríamos ir mergulhar...

Não aguento e rio com isso.

– Sua coisinha teimosa.

Aperto-a em meus braços e beijo sua testa.

– Durma, mulher. Isso é uma ordem! Temos tempo para fazermos o que quiser, depois de dormir.

E os olhos estão abertos de novo. Vermelhos pelo sono.

– Temos?

– Dorme...– Acaricio seus cabelos e ela finalmente parece se deixar ir.

Não posso deixar de sorrir.

É claro que temos tempo.

Diana

Theo se despede de Abby, que lhe dá um beijo estalado na bochecha.

Patrick saiu do avião assim que aterrissamos. Ele se despediu de Abby com um beijo e um aceno para mim. E isso foi tudo. Então ele entrou no carro que o esperava e se foi.

Theresa não nos acompanhou na volta. Nem mesmo a vi essa manhã. O que foi ótimo, não saberia como lidar com ela. Especialmente com uma eminente separação à vista. Se bem que, não dá para separar o que não está junto...

– Tchau, Diana. — Thomas se aproxima e me abraça calorosamente. — Obrigado pelo seu tempo com Abby, ela adorou.

– Eu que deveria agradecer. Ela é um amor, Thomas.

Tom sorri, com evidente orgulho estampado no rosto.

– Não deixe de me ligar. De verdade, não será algo ruim. Vamos apenas conversar.

Fico o encarando, sem entender. Ele está flertando? Oh, meu deus! Theo nem me deu um pé na bunda ainda e Tom já está empurrando na fila?

Será algum complexo de namorada de amigo?

Fico sem saber o que falar. Aliás, quero dizer que ele é louco, mas acabo por ficar quieta. Não querendo começar uma desavença. Até que Abby se apega ao pai, que acena um tchau para Theo e então se afasta, em direção a um táxi.

Amy nos espera no carro. Que tem motorista, e não é ela. Acho que a folga ainda não acabou. Só espero que ela fique em casa antes que Theodor me diga adeus. Será muito constrangedor se ele fizer isso em sua frente.

Theo abre a porta e entramos. Amy no banco do passageiro e nós atrás.

Está frio. Muito frio. Me troquei no avião, quando a temperatura começou a cair e meu vestidinho leve ficou fino demais. Por sorte Amy se lembrou de pegar um jeans e um casaco.

Eu queria ter aproveitado mais a viagem de volta, a companhia de Theo, mas adormeci por duas vezes. Se ao menos tivesse aguentado ficar acordada de madrugada, então teria aproveitado mais dele. Mas, minutos depois de entrar no avião, desliguei completamente. E depois de acordar e me trocar, não fui longe também.

Estou ansiosa. Agitada por dentro. Theo parece bem. Ele tem nossas mãos unidas e está distraído com o celular, isso me faz ter um momento a mais o olhando. Guardando cada detalhe de seu rosto bonito.

A viagem até nosso bairro é quieta. Eu até consigo me manter sob controle. Até que estamos há poucas quadras de casa e esqueço-me de manter-me quieta. Minha mão esquerda vai, automaticamente, até as costas da mão que Theo segura e minhas unhas arranham minha pele com mais força do que eu gostaria. Sinto meu estômago embrulhar e uma leve ardência nos olhos. Isso será humilhante...

– Hum... Estamos de volta então...

Olho para fora da janela, esperando que suas palavras sejam uma deixa. No entanto, não paramos em casa. Passamos reto, então o encaro, percebo que ele tem os olhos fixos em minhas mãos.

Afasto minhas unhas da minha pele.

– Passamos da minha casa... — Anuncio.

– Eu sei.

– Mas... Eu moro lá para trás...

– Eu sei.

Respiro fundo e volto meus olhos para seu rosto. Ele tenta esconder, sem sucesso, um sorriso. Se inclina levemente e sussurra...

– Estou te sequestrando.

O estômago revira. A ansiedade vem em uma forte onda.

– Tipo, me levando para sua casa? – Sussurro de volta, com vergonha de que Amy ou o motorista escutem.

– Para meu covil.

– Que é sua casa?

Ele chega alguns centímetros mais perto, ficando muito perto de meus lábios. Despertando vontades...

– Eu não posso te contar isso, que tipo de sequestrador seria se começasse a responder suas perguntas? Logo vai querer saber onde fica e quais são meus planos maléficos...

Sorrio e viro o rosto justamente quando ele me beija, o fazendo estalar os lábios em minha bochecha.

– Coisinha difícil...

Theo aperta minha mão levemente e se endireita em seu lugar.

Olho para fora, para que ninguém possa ver minhas bochechas vermelhas. É difícil conter a euforia.

Nós chegamos ao seu prédio minutos depois. Amy desce, bocejando e dá um aceno.

– Falou! — Então se vai.

– Simon cuidará das malas. — Theo me informa e percebo que esse é o nome do motorista. Motorista que, pela primeira vez, ofereço um olhar com alguma atenção.

O rapaz, em torno dos 27 anos, usa um uniforme muito parecido com o que vi Amy usar antes. Seu cabelo parece ser negro, mas não tenho certeza. Está escondido por baixo de seu quepe. Ele oferece um leve aceno quando pega meus olhos nele. Correspondo com um sorriso e então volto minha atenção para o espécime masculino perfeito ao meu lado. Que me deixa relaxada, ao mesmo tempo em que causa uma tempestade em meu corpo.

Theo deixa sua mão em minhas costas e me guia para o elevador. Nós subimos direto para a cobertura. Nesse meio tempo ele fica distraído com o celular, mas assim que as portas se abrem, ele o desliga.

Tipo, desliga mesmo. Eu vi pressionar o botão até aparecer a opção “desligar” e então ele apertou.

Celular desligado. Apartamento grande... Só para nós... Energias renovadas pela ansiedade...

Theo abre a porta de seu apartamento e gesticula para que entre primeiro.

– Oh... — Me surpreendo, ou assusto, ao perceber que o lugar está vazio. Sem sofás. Sem quadros. Ou tapetes. Ou aquela mesa imensa e bonita que vi na primeira vez.

– Mudança ou roubo?

Ele sorri e fecha a porta atrás de nós. Então entrelaça nossos dedos e me guia através do cômodo.

– Minha designer vai começar o planejamento. Eu pensei que me livrar do que não queria ajudaria, a ir mais rápido.

– Oh... — Totalmente sem palavras.

Nem mesmo me lembrava que ele me pediu para fazer isso. Nem me lembro de ter dito sim...

Será que é por isso que eu estou aqui?

– Mas esse é um tema para outro dia.

Sua voz ecoa pelo cômodo vazio e logo estamos no pé da escada, então começamos a subir.

– Hoje – Ele continua. — Eu estou te sequestrando, se lembra disso? Nada de falar de trabalho.

Suas palavras me acalmam por um momento.

No andar de cima, o mesmo do de baixo. Vazio.

– O que fez com todos aqueles móveis? — Pergunto, curiosa.

– Amy ficou com algumas coisas, mas a maioria eu doei para um orfanato. Se não for útil, podem conseguir vender por um bom preço.

– Ah, que fofo! — Ele para e se vira para mim. Então percebo que pensei alto demais.

Ok, Diana... — Ele levanta a mão livre e começa a gesticular enquanto fala. — Nunca, nunca, nunca mais use a palavra fofo para me descrever. — Ele diz firme, mas é evidente que quer rir. Isso só o faz mais fofo.– Isso realmente ofende a minha masculinidade. Estamos entendidos?

Mordo o lábio para conter o sorriso.

– Prometo! — Levo a mão ao coração quando respondo. E seus olhos a seguem, mas quando a tiro dali, continuam fixos, e eu sei que Theodor está encarando o meu decote. — Situação esclarecida. Para onde íamos mesmo?

Theo se obriga a olhar em meus olhos.

– Quarto! — Sorri maliciosamente, então continuamos pelo corredor. E mais uma vez me vejo surpresa ao perceber que as portas não combinam com a decoração. Elas foram mudadas para portas de madeira escura e com puxadores. E preciso dizer, aquelas portas antigas eram muito bizarras, sem puxadores e que se misturavam à parede. Agora eu consigo dizer com certeza que tem uns 5 quartos aqui.

– Eu gosto das suas portas novas... — Digo-lhe, quando paramos na frente da porta de seu quarto. Ele a abre e me deixa entrar. E dessa vez não fico surpresa ao ver que os móveis se foram também. Roupas e mais roupas se empilham em caixas e um grande colchão está no chão.

– Espero que essa sua designer seja rápida. Esse lugar sem móveis parece meio... Assustador. Tipo, cenário de filme de terror, antes da família feliz se mudar e descobrir que um fantasma assassino vive ali.

– Não diz isso! Eu não vou conseguir dormir. — Repreende-me.

– Ah, por favor! Agora vai me dizer que tem medo de escuro?

Ele solta a minha mão e vai em direção às caixas de roupa. Pega uma camiseta e uma camisa e então vai até outra e pega uma cueca.

– Eu não estou compartilhando meus medos, mulher. Você pode muito bem usar contra mim quando estiver com raiva.

Ele entra em uma porta, que imagino ser o banheiro, e me deixa rindo.

Estudo sua parede com a janela que a cobre quase toda. Então Theo está de volta.

– Banho, mulher. Vamos lá!

Olho para trás e o vejo sem camisa, retirando seu jeans.

Banho junto com ele?

Eu sei que já transamos, mais de uma vez, que ele já me viu nua e tocou em cada pedaço de pele. Mas me sinto desconfortável com isso. Nem mesmo tenho minhas roupas.

– Eu estou sem minha mala. — Digo.

– Não precisa usar roupas aqui, tenho aquecedor. — Ele pisca. — Mas, se te deixa melhor, eu peguei algo para você.

Theo tira a cueca, sem um pingo de vergonha. O maldito está com seu órgão reprodutor duro.

– Vamos lá, amor.

Amor de novo... Acho que ganhei um novo apelido. Porque, certamente, não pode ser uma declaração. Certo?

Bem, evidente que sim.

Diana boba!

Theo entra no banheiro. Respiro fundo e então me junto a ele. E olha só, o banheiro dele é do tamanho do meu quarto...

Ele já está no chuveiro, com o box aberto, só me esperando.

Coragem, Diana!

Não há do que se envergonhar agora.

– Será que precisa de ajuda para se livrar dessa roupa?

Com certeza!

– Eu posso me despir sozinha, obrigada.

Mas ele não me dá ouvidos, sai do chuveiro, pingando em cada canto do chão, e me enlaça. Molhando minha roupa. Provavelmente a única de frio que tenho e seria bem útil na volta para casa.

– Eu vou tirar, vou tirar! — Digo, tentando escapar de seus braços molhados.

– Não acho que vá.

Ele me ergue e quando percebo, a ducha quente está sobre mim. Estou encharcada.

– Maldito seja, Theo! Era a única roupa decente que eu tinha para voltar para casa.

– Bem, considere a incapacidade de ir parte do sequestro, mulher!

E quando menos espero, ele cola seus lábios nos meus. E os solta tão rápido quanto os aproximou. Leva suas mãos até o botão da minha calça e o abre, então empurra, junto com a calcinha. Logo está abrindo minha camisa e a deixando cair no chão com o sutiã.

Theo começa a esfregar meu corpo, com o sorrisinho mais sem vergonha que eu já vi. Mas ele não tenta nada. Esfrega suavemente minha pele e me empurra para debaixo da ducha. Depois esfrega meu cabelo com seu shampoo.

Será que me trazer para o banho era uma evidência de que eu estava cheirando mal? Ou, quem sabe, só ele sendo um fofo de novo, e tentando estar um passo a frente.

Acho que a segunda opção ganha.

– O que foi? — Ele me pergunta, e percebo que estou sorrindo.

– Estou feliz em estar aqui.

– Estou feliz que você esteja aqui. — Ele beija minha bochecha e me empurra para fora da ducha. Então tenho uma toalha enrolada em meu corpo. — Tem escovas novas em alguma das gavetas.

E então ele volta para baixo do chuveiro. Acho que me sinto um pouco... Frustrada. Apenas um banho? Só isso? Nem tentou nada...

Começo a vasculhar as gavetas e encontro vários itens masculinos. Perfumes, aparelho de barbear, loção... E na última gaveta, há três escovas na embalagem. Pego a branca e a abro. Então lavo bem e a uso.

Theo desliga o chuveiro e se enrola em uma toalha.

Ele faz seu quadril chocar-se com o meu quando passa por mim. Quase me derruba.

Provocador...

Escova os dentes, mantendo seus olhos em mim pelo espelho.

É um ato simples, e ao mesmo tempo tão particular, estar dividindo o banheiro com ele. Mas eu gosto. Muito.

– Acho que tem um secador em alguma das caixas.

Ele diz após enxaguar a boca. Puxa a camiseta sobre a cabeça e então veste a cueca. Depois disso esta junto de mim. Puxando uma camisa azul, muito maior que eu, sobre meus ombros. E só. Sem calcinhas.

– Perfeita!

– Calcinha?

Ele sorri.

– Eu não tenho uma para te emprestar.

Reviro os olhos.

– Acho que isso é uma coisa boa, certo? — Tento não rir enquanto falo.

Ele me empurra para fora do banheiro.

– Certamente. Diz muito sobre minha masculinidade, hein?

Ele está ligadão. E não de uma forma sexual. Se bem que, encostando sua cintura em minha bunda, percebo que tem certos problemas...

Mas, me referia ao seu estado altamente elétrico.

– Você está bem?

– Muito. — Responde animado.

Ele me deixa enquanto vasculha as coisas espalhadas pelo quarto. Então ele levanta um secador.

– Isso é seu?

Ele nega.

– Costumava ser da Jane. Ela passou algum tempo aqui e eu realmente percebi como é útil ter essa coisa.

– Então ela te deu?

Ele ri.

– Não mesmo. Ela deve achar que esqueceu na casa de algum amigo. Ah, por favor, tem certas coisas que homens não servem para comprar.

– E então você... — Me deixo escorregar para o colchão no chão. — Roubou?

– Falando dessa forma, não parece muito certo...

Começo a rir e me deixo ir contra os lençóis e cobertas bagunçadas.

– Está dormindo em um colchão por quanto tempo?

Theo se aproxima e conecta o secador na tomada e então se senta ao meu lado.

– Desde terça. Pedi para Vince esvaziar no domingo, mas até quarta-feira, ainda tinha muita coisa. — Vince... eu me lembro dele. Ele empapou minha bochecha com baba quando me deu aquele beijo estalado e sem convite... — Estou tão surpreso quanto você pelo vazio. Esperava mais algumas semanas até ele mover tudo.

Me viro um tiquinho, para sentir o cheiro do lençol. Cheira a Theodor.

– Vamos secar esse cabelo, mocinha.

E assim, o que não poderia ficar mais doméstico, bate a marca.

Ele, atenciosamente, seca cada mecha do meu cabelo e depois disso, me deixa fazer o mesmo com ele. Quando acabamos, o Sol já está fugindo, dando lugar a noite.

Theo não acende nada, ele ajeita uma coberta grossa no colchão e me puxa para seu peito, nos cobrindo.

– Será que estou fazendo mal em adiar a refeição para uma soneca?

– Não. Estou cansada. Além do mais, aquele sanduíche no avião me deixou cheia.

– Bom.

Beija minha testa e me abraça.

Eu preciso morder minha língua para não lhe dizer como é um “fofo”.

Ficamos abraçados, apertadinhos, aproveitando o calor do corpo um do outro.

– Você tem certeza que quer dormir?

– Tem uma ideia melhor? — Sua voz soa um pouco rouca.

– Não... Mas, você parece bem energético para alguém que pretende tirar uma soneca.

– Cansaço apenas. Eu tendo a ficar um pouco ansioso quando não durmo bem.

Sinto-me culpada. Nós dormimos tarde, já que eu lutei contra o sono. Depois levantamos bem cedo, porque não tínhamos feito as malas na noite anterior.

– Não conseguiu dormir no voo? — Tento soar clara, mas acho que o cansaço está começando a ter seus efeitos em meu corpo.

– Hum...

– O quê? — Sussurro. Minha voz morrendo aos pouquinhos, então deixo minha mão sobre minha pele, na barriga. Belisco-me, obrigando-me a ficar acordada um tempinho a mais.

– Você vai rir.

Isso me faz despertar. Estou com a cabeça apoiada em minha mão segundos depois. Vejo os olhos de Theodor, não tão claramente, já que nossa única iluminação é a luz da lua que vem pela janela grande.

– Vejo que consegui sua atenção.

– Não por muito tempo. — Digo, seguindo de um bocejo.

Ele sorri e leva algum tempo para voltar a falar. Preciso lutar para me manter à espera.

– Eu posso talvez, quem sabe, ter certo... Receio de altura.

– Oh, meu deus! Pode, talvez, ter... — Começo a rir.

– Eu disse que você iria rir.

Sua mão encontra a minha bunda nua e sinto uma palmada forte. Até gosto disso...

– Não é de você. É desse seu ego, Sr. Blake! Ele não te deixa admitir como uma pessoa normal que tem medo de altura. Tal admissão poderia rachá-lo, não?

– Ei! Medo e receio são diferentes.

– Claro...!

Beijo sua bochecha e volto a me deitar em seu peito. Ele ajeita a coberta sobre mim, de forma que só meu rosto está de fora.

– Durma, mulher...!

– Com prazer...

***

Desperto com Theodor depositando beijos em meu pescoço. Estou surpresa por saber, logo de cara que é ele. Geralmente acordo atordoada, sem saber nem mesmo quem sou. Mas, provavelmente, o sonho quente que eu tive com ele ajudou...

Está de noite agora e estou quente e confortável aqui. Sem vontade alguma de deixar seus braços.

– Jantar, linda? — Ele sussurra antes de mordiscar o lóbulo da minha orelha. O arrepio que atravessa meu corpo deixa-me ligada. Ansiosa por mais.

– Será que jantar na cama é uma opção? — Bocejo, tornando a frase meio cortada.

Separo nossas pernas, que estavam emaranhadas, e me viro para ele. Sua mão para em minha coxa, alisando-a. Especialmente a parte mais carnuda. Ele não parece nem um pouco constrangido com os apertões que dá em minha bunda em seguida.

– Eu poderia perfeitamente comer outra coisa na cama...

Seus lábios roçam os meus. Eu acho que concordo com ele...

É bom estar aqui, e estranho também. Nós transamos por duas vezes, e ainda sinto-me um pouco constrangida. Mas isso não me impede de tentar me aproximar mais, ou de aceitar seu carinho.

Tudo é tão novo. Especialmente ser tocada dessa forma. Pergunto-me se poderia ter sentido essas coisas se tivesse dado uma chance para algum dos caras que saí. Ou será que é exclusivo a Theodor Blake? Será que é ele em especial que desperta todas essas sensações em mim?

– Eu tenho certeza que você poderia.

Passo meu braço sobre o pescoço de Theo e alcanço seu cabelo, fazendo cafuné.

– Eu preciso perguntar. O que é que você tem com meu cabelo?

Sorrio com a pergunta, mas acho que ele não viu isso.

– Provavelmente a mesma coisa que você tem com a minha bunda.

Ele continua apertando minha nádega, e acho que estava fazendo isso bem antes de eu acordar.

– Eu amo sua bunda. — Ele passa seus lábios nos meus.

– Eu amo seu cabelo. — Ah droga! Amo? De novo isso, Diana? — E sua bunda. — Tento soar engraçada, ou qualquer coisa. Me sinto realmente quente agora. Em especial na bochecha.

– E definitivamente, meu pau, não?

Ok! Se eu estivesse bebendo algo agora, esse seria aquele momento constrangedor em que cuspiria tudo.

– Nada a declarar...

Ele gargalha e sua mão assanhada vai para o lado de dentro da minha coxa e então me lembro que não uso uma calcinha...

– Jantar, então? — Pergunto.

Tento escapar dele, mas sou virada no colchão, coberta por seu corpo e imobilizada. Inclusive por sua ereção, que prende tão bem minha pelve.

Se alguém me dissesse semana passada, que eu estaria nesse agarra-agarra com Theodor Blake, teria rido de sua cara. Isso era algo impossível. E agora, aqui, sob seu corpo, sentindo toda a extensão de seu interesse em mim, me sinto um pouco perdida.

É como se algo em mim estivesse lutando para sair. Eu quero me enroscar nele, acariciar seu corpo duro e, quem sabe, até mesmo provar. Mas contra esse lado, tem todos os meus anos me segurando para não deixar ninguém entrar, e toda a força de vontade que eu coloquei para me manter a salvo.

Eu quero ir contra tudo que me obriguei a ser, mas tenho medo disso ser demais e me expor.

– Eu estou com fome de boceta...

AI.MEU.DEUS!

Eu não escutei isso!

Brusqueta!

Só pode!

Tem que ser!

– Vai me deixar provar sua boceta, Dia...? — Sua voz sai rouca, mas clara.

– Eu... Ah...

Caramba! Eu não quero responder a isso. Eu nem sei como responder, na verdade.

Eu posso apenas dizer sim?

Notas finais
Tenho uma dúvida (◡̀_◡́҂) Eu perguntei para algumas miguxinhas sobre isso, mas eu gostaria de perguntar aqui agora e ter uma opinião no geral. Qual a frequência que vocês gostam de hentai em uma história? À flor da pele é um hentai, e fala, entre outras coisas, sobre descoberta sexual. Mas, quem já leu outros trabalhos meus, sabe que apesar de gostar de escrever cenas picantes, eu sou chegada numa boa história e se só encaixo a putaria se achar que combina. Mas, depois de 2 cenas de sexo, uma terceira se aproximando (Não conto quando), eu queria saber: O hentai está demais? Tirando Sweet Candy, com o casal eleito como um dos mais sem vergonha, e Sweet boy (sobre um garoto de programa, então não conta XD), essa história é, provavelmente, a que mais tem hentai e eu não sei como me sentir em relação a isso. Especialmente porque eu sempre faço piadinhas sobre histórias com muito sexo u.U #ClarkContraMocinhasArrombadas! Podem ser sinceras u.u E sem mais, até o próximo. (Que já está pronto...) Bj bjs (っ◔◡◔)っ ❤