"É lenta e quase não fala. Tem olhos hipnóticos, quase diabólicos. E a gente sente que ela não espera mais nada de nada nem de ninguém, que está absolutamente sozinha e numa altura tal que ninguém jamais conseguiria alcançá-la. Muita gente deve achá-la antipaticíssima, mas eu achei linda, profunda, estranha, perigosa. É impossível sentir-se à vontade perto dela, não porque sua presença seja desagradável, mas porque a gente pressente que ela está sempre sabendo exatamente o que se passa ao seu redor. Talvez eu esteja fantasiando, sei lá. Mas a impressão foi fortíssima, nunca ninguém tinha me perturbado tanto." — Caio Fernando de Abreu.

Rock, preto, all star, caveirinhas e não, não sei exatamento como eu me sinto, ou o que eu sinto. É estranho, parece que não reconheço-me por inteira, que ás vezes nada faz sentido, e a dor continua compulsivamente, dolorosamente assustadora. De repente dá aquela vontade enorme de me trancar no quarto e ficar horas chorando por motivos que nem eu mesma sei.
E assim eu vou, caminhando nessa longa estrada sem fim, apenas tentando descobrir-me, desvenda-me.

  • ID: #78582
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  • Entrou em 5 de fev. de 2011 22:08
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