belacqua
- Eu não vou morrer.
A frase era repetida diversas vezes na cabeça dela, e apesar da adrenalina, ela podia sentir o medo. Sentia o vento açoitando o cabelo e sabia que aquilo não era certo, não ia agradar seus amigos e muito menos os moradores locais da aldeia. Mas eles deviam estar acostumados, afinal. Morar na beira de um precipício não é pra qualquer um.
- Mas vai chegar bem perto – JJ não parecia estar brincando. Tinha os olhos abertos e assustados, apesar de ter um sorriso estirado no rosto.
- Fica tranqüilo. Você já sabe como é.
Ela não tinha dúvidas. Já fizera coisas parecidas, aquela era só mais uma. Nada de novo. Aproximou-se mais um passo da beira e espiou embaixo. Lá, a uns duzentos metros abaixo, a cumeeira de cactos tornava-se densa e nem um pedaço de gramínea era visto. Apenas cactos e rocha bem sedimentada. Sentia seu coração saltar.
- Te encontro na estrada – e pulou.
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- Entrou em 11 de nov. de 2010 13:08