Roxa_Ramos
Sento-me na janela, olhando a paisagem, pensando. Começa a ventar e o vento toca o meu rosto, como uma carícia da qual eu tanto desejo e nunca tenho. Fecho os olhos, uma triste lágrima cai e em vez da brisa levá-la, deixa-a secar no meu rosto, como se estivesse me lembrando da minha própria dor.
Sinto uma gota vinda da janela e a chuva cai doce e imponente, poderosa, nada pode detê-la. É uma tempestade de cada vez, uma lá fora que eu sinto da janela, que me recorda mais momentos ruins do que bons e outra. Outra tempestade no meu coração, na minha alma, aquela que sempre me faz chorar como esta chuva que cai.
Fecho os olhos devagar, contemplando o vendo e a chuva, aceitando-os. Todas as gotas que caem lavam minha alma, dolorosamente, todas as gotas que caem e se depositam no chão levam minha tristeza, minhas lágrimas e minha solidão. A chuva varre o meu corpo de todos os males, me liberta. E no fim de tudo, sinto o calor abraçador em meu rosto, abro os olhos e vejo o sol, ainda tímido no céu e um arco-íris. Mostrando-me que no fim de toda a escuridão sempre há uma luz, no fim de toda lágrima sempre há o sorriso, no fim de toda dor sempre há um prazer. E no fim de toda chuva sempre há um arco-íris, mostrando que as coisas maravilhosas estão ao seu alcance, basta você querer pegá-las e conservá-las consigo.
Roxa.
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- Entrou em 19 de out. de 2010 01:22