Eu sou a alma pertubada que fugiu

O tormento do doente que sessou.

Eu sou a dor que nunca existiu...

O vinho na sua taça, que já secou

Sou a podridão dos teus desejos sórdidos

O sangue no seu colchão

A lembrança daqueles dias mórbidos

Da sua extrema e triste solidão.

Sou aquele que te viu chorar

e feliz te deixou escapar

Para sofrer ainda mais

E não retornar Jamais.

Sou a sombra que corre contra a luz

Sou o apaixonado que não amou

Sou a morte que te conduz

Para lugares por onde você nunca andou!

Sou resto de algo na sua lixeira.

Sou o mendigo que morreu

Sou o fruto da Macieira

Da qual Eva Mordeu.

O Sangue do bastárdo imundo

O Filho de quem não amou ao mundo.

Sou o sangue do teu sangue

Sangrando ensangüentado

Na cama do seu quarto;

Sou a tristeza da sua solidão

Sou a felicidade dentro do seu coração

Não sou nada, mas sou tudo

Sou o o fogo da fúria do Mundo.

Descarrego as lágrimas no chão do desespero!

Sou quem sou, e quem sou desconheço.

  • ID: #61613
  • Títulos: Nenhum
  • Entrou em 3 de out. de 2010 01:27
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