Surris
Oi. E não olá. Porque são pouquíssimas as pessoas que realmente dizem olá.
Fazia muito tempo que eu não entrava aqui e a primeira coisa que pensei em fazer foi mudar minha descrição. Isso porque eu mudei muito. Vocês mudaram muito. Tudo muda muito, o tempo todo.
Eu comecei a ler fanfics com 11 anos e a escrever as minhas próprias com 12. Esse não é meu primeiro perfil no Nyah e, provavelmente (infelizmente), não será o último. Eu sou uma pessoa cíclica e não consigo viver sem mudanças na minha vida, mesmo que mínimas.
Hoje eu tenho 17 anos. Ainda sou nova, adolescente, cabeça de vento e chorona. Eu faço faculdade e não sei mais quais são os livros modinha da atualidade (na minha época era Percy Jackson). Na verdade eu sou muito mais crítica agora com minhas leituras, quando tenho tempo para minhas preferências pessoais.
Quando estava entrando para o ensino médio, eu achava que faria biomedicina, biologia ou química. Qualquer coisa que não fosse na área de humanas porque, afinal, "não dá dinheiro e só tem gente bitolada", foi o que me disseram. Sinto desapontar minha eu de 14 anos, mas estou fazendo Letras. E provavelmente não estaria fazendo Letras se não fosse o Nyah.
A verdade é que faz muito tempo que não escrevo. Que não escrevo algo profundamente inspirador que me represente. Isso porque me tornei uma pessoa extremamente visual mas não fui abençoada com o dom de desenhista para ajudar a expressar meus sentimentos e desenhos. O estrago foi tamanho que passo mais tempo lendo cartoons do que livros.
Também não tenho mais paciência para fantasia. Eu adorava fantasia. A amargura do mundo adulto (consideremos que eu vivo nele sem ser adulta) me fez querer ver apenas a realidade. E não tem mais volta.
Eu sei que ninguém vai ler isso aqui porque ninguém nem lê minhas fanfics, quanto mais meu perfil. Mas cá estou mesmo assim pois é uma carta de despedida.
É uma carta de despedida da minha infância, a qual tanto prezo e sinto saudades. Uma despedida da época em que minha única frustração era não conseguir desenvolver uma história do jeito que imaginei. Uma época em que eu sonhava e acordava inspirada, disposta a perder horas idealizando uma realidade a qual eu nunca pertenceria e não sabia ainda.
É uma carta de despedida à época em que eu não forçava sorrisos. Em que eu era natural e a vida ainda não tinha sido cruel comigo. Por isso, eu, você, nós de uma outra dimensão: um brinde à infância. E à todas as coisas boas que a eu criança foi capaz de descobrir.
- ID: #615573
- Títulos: Nenhum
- Entrou em 24 de jul. de 2015, 21:02