O SILÊNCIO
Na sombra cúmplice do quarto,
Ao contacto das minhas mãos lentas,
A substância da tua carne
Era a mesma que a do silêncio.

Do silêncio musical, cheio
De sentido místico e grave,
Ferindo a alma de um enleio
Mortalmente agudo e suave.

Ah, tão suave e tão agudo!
Parecia que a morte vinha...
Era o silêncio que diz tudo
O que a intuição mal adivinha.

É o silêncio da tua carne.
Da tua carne de âmbar, nua,
Quase a espiritualizar-se
Na aspiração de mais ternura.

( Manuel bandeira)

Não quero perder escrevendo algo enorme, em uma tentativa de me descrever quando esse poema já faz esse papel.

  • ID: #488859
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  • Entrou em 29 de jun. de 2014, 22:45
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