"Devo comparar-te a um dia de verão?
Tu és a mais serena e a mais amável:
Os fortes ventos de Maio movimentam os brotos,
E o prazo do verão é sempre inconsolável.

Em um momento intenso, brilha o olho estelar,
E, freqüentemente se ofusca a luz de seu semblante,
Nefasto, o encanto da beleza irá renunciar,
Porventura ou pelo destino inconstante;

Mas teu verão é eterno e jamais morrerá,
Não hás de perder o encanto que possuis;
E pela sombra da Morte tu não vagarás,

Pois em versos eternos, tu e o tempo sois iguais:
Enquanto um homem possa respirar e os olhos possam ver,
Viva este canto, dar-te a vida é o seu dever."

William Shakespeare - Soneto 18

  • ID: #451682
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  • Entrou em 24 de mar. de 2014, 21:05
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