A Flauta Vértebra. A todas vocês, que amei e que amo, ícones guardados num coração-caverna, como quem num banquete ergue a taça e celebra, repleto de versos eu ergo meu crânio. Penso, mais de uma vez: seria melhor, talvez, pôr-me o ponto final de um balaço. Em todo caso, eu hoje vou dar meu concerto de adeus. Memória! Convoca aos salões do cérebro um renque inumerável de amadas. Verte o riso de pupila em pupila, veste a noite de núpcias passadas. De corpo a corpo derrame alegria. Esta noite ficará na História. Hoje executarei meus versos na flauta de minhas próprias vértebras.
  • ID: #403028
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  • Entrou em 12 de dez. de 2013 23:19
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