Escrever para mim é um mergulho. Mesmo que seja mentira proposital, adentro num líquido sempre turvo e cheio de mim. Tanto que às vezes, escrevendo dos outros, eu sinto calafrios tão meus… Sinto tristezas tão minhas… Alegrias tão minhas… É bom que os outros gostem, mas isso só acontece depois. Bem depois. Depois de se estar sozinha com as letras e com todas essas coisas minhas. E quando se evoca coisas tão íntimas, não importa muito se estão na gaveta ou no coração de outro alguém. As coisas já foram tão suas.

Karine, 18

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  • Entrou em 5 de nov. de 2013 18:48
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