Maria Garcia
O monstro! O monstro!
Eles gritam.
O monstro! O monstro!
Matem! Matem!
O monstro! O monstro!
Que grita possesso
Arranha
E mata.
Os olhos sanguíneos se fazem de fúria.
Tragam as armas! As foices!
Por que matamos,
Para não sermos mortos.
Mataremos o monstro!
E então no fogaréu,
Se faz silencio de morte.
Ele se solta e mostra as garras,
O sangue pinta no chão.
Se faz um buraco nos olhos
Matemos os monstros!
Matemos. Morremos. Matemos.
O monstro! O monstro!
Ele está furioso!
Arranha e morde.
Trucida e mata.
O monstro grita
Ou está chorando?
Não sofres porque não podes amar!
Não tens coração!
O grito é estrangulado.
Os olhos loucos.
A boca feroz.
O choro se torna rugido.
E grita
E chora
Não ama
Mata.
Mas não tenho medo,
Porque neste mundo dantesco,
O monstro era eu.
(Ou o que dizem que sou.)
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- Entrou em 25 de jun. de 2013, 12:47
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