bcastelobranco
“A verdade supera a ficção, mas mesmo assim as pessoas precisam das histórias para sobreviver à realidade”.
Romeo x Juliet
Ela faz parte das garotas que choram quando estão felizes e sorriem quando tristes, uma normal em um mundo onde o estranho virou moda e o normal virou raridade, omite parcialmente a verdade nunca a modificando, tem poucos amigos e muitos colegas, não lembra o nome de quase ninguém e quase todos sabem o dela, mais um ponto no mundo que acha que pode se tornar uma circunferência, leonina com todos os defeitos do signo e nordestina com todas as qualidades do sertão, flamenguista nem tão exilada em Brasília e riquinha nem tão encaixada na sociedade, a nerd que finge ser fútil e a otaku que finge ser noob, aquela com “músicas nos ouvidos e coração na boca”, a garota incompetente que transpira perfeição, aquela que se preocupa tanto com a nova coleção de esmaltes da Chanel quanto com a nova reforma ortográfica da língua portuguesa, a que odeia os americanos (justamente pelo fato deles se chamarem assim), mas não consegue deixar de amar os Estados Unidos. E mesmo assim, depois de todos esses exemplos na inútil tentativa de se auto descrever não consegue se achar completamente descrita em nenhum desses, mas que tem certeza disto: ela é alguém tanto utopicamente imperfeita quanto inexploradamente inalcançável.
Ana Beatriz Calvacanti Castelo Branco Costa Soares ou Bea
(O meu se escreve Bea, mas continua se pronunciando como Bia)
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- Entrou em 12 de out. de 2009 12:10
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