Maia Puck
NÍVEL 0
Sou rio que corre manso e sereno Perde-se em ciclo num mar bravio De sonhos em versos reeditados Que acarinham meus bichos no cio. Sou fogo predador, fêmea visceral. Sei tecer intimidade com a solidão. Sou clareira constantemente aberta. Alma presa nos versos e na canção. Acovardo-me às vezes diante do nada. Se recuo e avanço é pra me proteger. Visto-me de festa, inauguro guardados. Num olhar de mormaço posso me perder. É na luz do luar que tudo aflora. Madrugada indecifrável, lampejos. Aí sou rio que sem represas flui livre. Guardiã destemida dos próprios desejos.
- ID: #179854
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- Entrou em 19 de jul. de 2012, 21:23
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