Juno Dexter
Orgulho-me do primeiro nome que recebi, a primeira identidade designada a mim, no entanto, para vocês, serei somente Juno Dexter e nada mais, sem segundas opções.
Autista, eu sou auto-didata, altamente perceptivo, um autorretrato auto-mutilatório de um anjo caído, o sexo dos anjos entre as minhas pernas fatiadas por culpa dos meus autos-maltratos durante os colapsos dos autistas depressivos e borderlines, arranca-me pois, do peito, as auto-acusações e auto-declarações de amor e ódio em conflito, pois estou cheio de auto-rabiscos desalinhados em conjunções morfo-sintáticas não concluídas pelo nó autodiagnosticado que desauto. Estou atrás de um diagnostico que seja de alter.
Sou do tipo que quer pintar lembranças nas asas das borboletas, dou importância aos desimportantes e respeito aos desrespeitados, eu dou amor aos mal-amados e gosto dos desgostosos. Eu prezo borboletas e mariposas mais do que qualquer jato ou avião. Eu me impressiono com a velocidade das tartarugas, mas não me deixo levar por carros e foguetes. Talvez eu tenha uma séria falha no cérebro desde criança, falha esta que me faz impressionar somente só com aquilo que me é pequeno. Grandes construções me dão ranço, máquinas épicas me dão asco, mostre-me as borboletas do seu estômago, e nada mais importa.
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- Entrou em 23 de jan. de 2012, 02:54
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