"O poeta é um fingidor.

Finge tão completamente que chega a fingir que é dor.

A dor que deveras sente.

E os que leem o que escreve,
Na dor lida sentem bem,
Não as duas que ele teve,
Mas só a que eles não têm.

E assim nas calhas da roda
Gira, a entreter a razão,
Esse comboio de corda
Que se chama o coração."

Fernando Pessoa

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  • Entrou em 15 de set. de 2011 23:05
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