Livros e fanfics de Darkfic

Recomendado por Isaac The Writer

Isaac The Writer
Se a palavra "equilíbrio" é um dos requisitos para que se construa uma boa obra, "O Julgamento Da Bruxa" vai te agradar muito: a autora consegue equilibrar os tipos de narrativas, alternando sabiamente entre primeira e terceira pessoa, e entre desenvolvimento do personagem e expansão do universo destes, resultando em uma aventura fantástica repleta de mistérios e partes sombrias, com um leve toque de angústia. Você fica a todo tempo se perguntando "meu Deus, o que vai acontecer com a Kalanna agora? E depois?" enquanto explora, junto de Kalanna, todo o mundo de "O Julgamento Da Bruxa" enquanto ela narra sua história - muito bem construída e sem furos. Em certos momentos você simplesmente se vê imerso nesse fantástico universo, construído com uma maestria sem igual pela autora. Se há algum erro ortográfico, este pode passar batido até pelos olhos mais atentos se estes estiverem focados no que realmente interessa: o destino de Kalanna. O mais interessante é que, para entendermos o futuro de Kalanna, devemos conhecer seu passado. A simples ideia de alternar entre tempos (Passado e Presente) coube muito bem no contexto da obra, e destaco que nunca li tão bem construída alternância de tempos, algo que pode ser um desafio para muitos escritores por aí. Aliás, o próprio modo que a autora encontra de utilizar esse recurso é bem natural e faz o leitor estar na cena, como se estivesse , no mesmo recinto dos que presenciam a narrativa de Kalanna. Enfim, se você busca uma história em que o termo "equilíbrio" seja o ponto central de toda a construção da obra, "O Julgamento Da Bruxa" é para você.
PARA "MIM" FAZER

O pronome "mim" funciona sempre como objeto de uma ação, ou seja, é sempre aquele que recebe uma ação, por assim dizer. Dessa forma, a colocação adequada do pronome na frase acima seria "para eu fazer", tendo em conta que "eu vou fazer" alguma coisa, ou seja, vou realizar uma ação. Reparem a diferença entre:
1. Isso é muito difícil para mim.
2. Era para mim ir lá.
Na primeira frase, o "mim" funciona como objeto, ou seja, ele está sofrendo uma ação, não está fazendo nada, a colocação do pronome está correta; já na segunda frase, a colocação adequada do pronome seria "era para eu ir lá", porque, nesse caso "eu" é sujeito, ou seja, eu deveria estar praticando a ação de "ir" lá.
Ficou claro?

ASSISTO "A" TV

Pode-se assistir ALGO no sentido de ajudar. -> Ex: O médico assistiu o paciente. (Prestou ajuda ao paciente, atendeu-o.)
Ou assistir A ALGO no sentido de presenciar algo, ver, observar. -> Ex 2: Eles assistiam à televisão. (Olhavam a televisão.)

Recomendado por Writer

Writer
Como poderia deixar de recomendar uma fanfic como esta? Gostaria que outras pessoas pudessem ter a honra de ter em mãos um texto tão maravilhoso quanto este; para mim, "Amor Fati" foi uma experiência e tanto. É um fato mágico que experimento cada vez que encontro uma história como esta em um site de fanfics. A autora por si só já é deslumbrante. Sua história merece - obrigatoriamente, ressalto - virar livro, garota. Sua escrita é muito madura, sem falar que é dificílimo - quase impossível - achar uma fic com um conteúdo tão verídico e que exponha a realidade no sentido mais completo da expressão ''nua e crua", que, por mais que nos custe e doa, temos que aceitar, e mesmo assim, nos faz enxergar que mesmo com todos esses fatos desgarradores, a vida é bela e cheia de detalhes encantadores. Amor Fati começa tão impactante sobre o olho crítico da jovem Cecília, que com o tempo torna-se tão querida ao leitor que este acaba, sem perceber, adotando o "Ciça", e pensa nela como se fosse uma amiga conhecida, íntima. Cada personagem é tão habilmente descrito que é impossível não tomar o lugar deles, com a mesma intensidade de emoção, a cada altos e baixos que eles percorrem. Todos os amigos de Ciça tornam-se tão queridos a nós como se estivéssemos incluídos em seu meio social. Todas as agruras e desconfianças que ela tem por alguns, espelham-se ao que nós também sentimos. As únicas coisas de que não partilho de Cecília, são sua delicada situação familiar, as dores de sua irmã, o distanciamento de seu tio responsável por ela; e, também, a intensa paixão entre ela e Bento (sim, sou uma romântica, viciada em age gap, eu assumo). O jeito como ele é descrito, tanto física como psicologicamente, me fez sentir uma atração especial por ele. Os detalhes de seus momentos ensinando e - opa! sem spoiler! - com Cecília então, me fizeram derreter por completo. Eu amo esse homem, amo essa menina. E sim, quero que eles se amem. Aplausos para a inclusão correta de todos os personagens, e cada história única que eles partilham. Incentivo a continuação desta fic, uma das melhores que já li. Tudo de bom à autora, que nos proporcionou uma leitura tão gratificante e singela, daquelas que te marcam, que te ensinam e despertam para sensações nunca antes experimentadas, o simples e mais puro amor à literatura em sua forma mais abrasadora. E, se algum dia esta história fantástica tornar-se um livro físico, por favor me avise. Quero ter esse prazer nas minhas mãos.