Homem-Aranha no Aranhaverso
Histórias e Obras
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Felícia Hardy não acredita em milagres natalinos, só em contratos e vale-presentes generosos. Eis que ela herda uma propriedade caída em Hollow Oak, a cidade mais natalina do Illinois, e precisa atender a cláusula de estar na cidade justo no dia. O lado positivo é que o homem da loja de globos de neve, Miguel O'Hara, parece detestar a comemoração tanto quanto ela. O lado negativo é que ainda não é fácil sobreviver a melancolia da data mais amada do mundo.
Apesar do jeito severo, Miguel O'Hara não conseguia ser duro com a cambadinha de adolescentes que havia revirado sua vida: concordou em celebrar o Dia dos Namorados em seu bar, o Nueva Nueva, mesmo que não fosse grande fã da data. De novo, o passado mais especificamente alguém decidiu ressurgir de repente. E dessa vez, ele cedeu à flechada antiga em seu coração.
Miguel O Hara era um sujeito mais brando antes de ser peça central da Sociedade Aranha, embora ainda taciturno. Tratava-se apenas do resultado da jornada ao se tornar um Homem-Aranha, uma história amarga que lhe custou a dose de otimismo comum a muitos Aranhas. Portanto, a insatisfação parecia um destino concreto e Miguel estava resoluto. Até que encontrou uma versão de si que era feliz e cujo destino foi a morte. Para ele, a saída mais lógica era evidente: iria substituir aquele Miguel e recomeçar a vida em outro universo. As consequências da sua decisão, porém, não eram nada óbvias, ainda que irrefreáveis. Sem alardes ou avisos, um evento canônico foi interrompido. E a felicidade que Miguel pensou ter alcançado apenas se desfez em suas mãos.
Após tomar para si o lugar do seu eu alternativo em um universo paralelo, Miguel O'hara rapidamente descobre que interpretar uma versão diferente de si mesmo é muito mais difícil do que ele inicialmente havia imaginado. Enquanto lida com as complexidades da vida cotidiana e das dinâmicas familiares, com uma esposa e filha que esperam que ele aja como o homem do qual se lembram, ele tenta não se afundar nas mentiras e segredos, enfrentando os prós e contras de navegar duas vidas ao mesmo tempo.
Depois do grande show de retorno da sua banda, Miguel O’Hara pensou que os problemas haviam ficado para trás. E como a vida adora uma ironia, ele estava errado. Durante o chá de bebê da amiga, Jessica Drew, Miguel é confrontado por resquícios de um passado que ainda ecoa e se recusa a deixá-lo em paz. Será que, em meio ao chai indiano e pequenos desastres, ele será capaz de encontrar uma melodia?
Gwen Stacy cometeu um erro: invadiu o bar Nueva Nueva e deu de cara com o dono, um ex-integrante de uma banda famosa no passado. Recluso, amargo e talentoso, Miguel O Hara até acolhe a jovem e concede espaço para a banda dela, mas logo veio o segundo erro: Miles Morales, o namorado de Gwen, desenterra uma história ainda não resolvida e agora, até a reputação do bar está em risco. Dois erros inocentes, consequências catastróficas. Fazer o quê? É o Evento Canônico.
Hobie Brown entende que não é fácil ser punk, já que isso envolve mais uma crítica constante contra o sistema do que mera estética de couro, piercings e jeans rasgados. Afinal, quem se importa com o que você veste? Se liga. E Hobie Brown entende que, apesar de não ser fácil ser punk, é covardia não sê-lo. Ou, no mínimo, é alienação. Mas existem muitas formas de ser punk. Uma delas, Hobie Brown descobriu em um jardim na capital decadente da Inglaterra.





