Dom Casmurro
"Dom Casmurro" é um romance escrito pelo renomado autor brasileiro Machado de Assis. Publicado em 1899, o livro é considerado uma das principais obras da literatura brasileira e um clássico do realismo. A história é narrada por Bento Santiago, conhecido como Dom Casmurro, que relembra sua juventude e seu relacionamento com Capitu, sua amiga de infância e posteriormente esposa. O romance aborda temas como amor, ciúme, traição e memória. O enredo se desenvolve em torno do suposto adultério de Capitu, o que gera dúvidas na mente de Bentinho sobre a paternidade de seu filho. A narrativa é marcada pela subjetividade do protagonista e pelas reflexões profundas sobre a natureza humana. Machado de Assis utiliza uma escrita envolvente e irônica para explorar as complexidades dos relacionamentos humanos. Ele questiona a objetividade da memória e a confiabilidade das interpretações individuais dos eventos passados. Além disso, "Dom Casmurro" também apresenta uma crítica social sutil ao retratar os costumes da época, especialmente no que diz respeito às relações familiares e à posição da mulher na sociedade. Com personagens bem construídos e diálogos inteligentes, o romance cativa os leitores ao longo de suas páginas. A obra tem sido objeto de estudo em diversas áreas acadêmicas, desde a literatura até a psicologia. Entre as várias adaptações para o cinema e televisão feitas ao longo dos anos, destaca-se o filme "Capitu", lançado em 1968 e dirigido por Paulo César Saraceni. A trilha sonora do filme, composta por Edu Lobo, também ganhou destaque. "Dom Casmurro" é uma obra atemporal que continua a encantar leitores de todas as idades. Sua riqueza narrativa e temática o tornam um clássico da literatura brasileira, sendo uma leitura indispensável para aqueles que desejam conhecer mais sobre a obra de Machado de Assis.
Histórias e Obras
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Roque faz um paralelo entre Capitu e Porcina e percebe que elas compartilham muito mais que olhos de cigana oblíqua e dissimulada
Era sábado pela manhã, e Bentinho, sonolento e deitado no chão, Escobar deitado ao lado dele e indo e vindo de estar acordado e estar dormindo, não queria ir para casa. Claro, ele deveria ir; sabia que sua mãe o esperava. Mas ele não queria: estar ali, jogado no chão com Escobar, os raios de sol da manhã banhando os dois de maneira gentil.
As manhãs no seminário eram todas as mesmas, quietas e monótonas. Era só o seminário, a mesa de madeira escura, os padres e rapazes. Dentre os rapazes, Escobar. Dividiam o pão. Sorriam, na pequena santa ceia de dois. Todas as mesmas manhãs, todas iguais.
Era como se houvesse raízes em seus pulmões, tomando sua carne, usando seu sangue como nutrição, seu caule longo por sua garganta, florescendo por fim em sua boca. O gosto metálico de sangue na sua língua era desagradável, enquanto ele recolhia os cravos amarelos que ele havia vomitado na grama do jardim do seminário. Era uma distração de ter que voltar para seu quarto vazio, aonde ele sabia que seu coração se partiria ainda mais. Hanahaki disease AU.
A cena era simples: Escobar na igreja, esperando, olhando Bentinho.
Era apenas mais uma tarde chuvosa no seminário, e Bentinho estava quase a dormir.
A vida de Bentinho estava arrasada. A dúvida com relação à paternidade de seu filho Ezequiel, a separação da sua esposa Capitu e, agora, o falecimento dela, todas essas questões afligiam o Dr. Bento, fatos que o fez partir para um tratamento com o Estevan, psicólogo bastante conhecido na cidade.

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(e as flores são espelho de quem eu sou) Como uma mariposa atraída por uma chama, Bentinho era atraído por uma pintura em um corredor empoeirado.
Dedos esguios chamavam a atenção de Bentinho, e ele se perguntava - como seriam eles em sua palma? Seriam quentes e macios, afáveis como Bentinho os imaginava ser?
E quando o amor é concebido onde jamais poderá nascer?










