- Tom, porque você demorou tanto?-Perguntou Bill
- Achei que ia comprar Doritos!-Explodiu Georg.
- Trouxe uma amiga. – Eu estava atrás da porta, ninguém me via.
- Tom e suas \"amigas\"- Disse Gustav como quem estava de brincadeira.
-HAHA, engraçadinho. Vem, Lucy. — Corando, entrei na sala e falei:
-Oi, tudo bem?
-Porque não disse que era ela a sua amiga?- Perguntou Bill, corando levemente.
-Algum problema?- Perguntou Tom, encarando o irmão.
- Não, nenhum.- Respondeu. Mas parecia mentira.
-Pelo menos trouxe os Doritos?-perguntou Georg.
- Trouxe seu chato!- Falou Tom, jogando um dos pacotes de Doritos no rosto de Georg. Eu dei uma risadinha meio disfarçada, mas até o próprio Georg riu.Ele ficava tão mais bonito quando ria... Deveria rir mais.
-Então vamos começar?Ou está difícil?- Sugeriu Gustav,em tom de brincadeira de novo,rodando uma baqueta na mão esquerda. Ele parecia mais legal do que de manhã, na escola.
Das quatro às nove da noite, eles tocaram sem parar. Bill canta muito bem. Tom fica irresistível com aquela guitarra. Minha mãe já estava preocupada comigo. Me ligou umas oito ou nove vezes!
-Bom, meninos, vocês são muito bons mesmo! Mas... Eu vou ter que ir agora! Será que algum de vocês poderia me acompanhar até a minha casa ? Eu...
- O que? – Perguntou Georg.
- Tenho... Medo de ir sozinha. Já está meio escuro...
-Eu vou com você! – Disse Tom, com um sorrisinho malicioso.
- Obrigada, Tom! Você é muito gentil!
-Valeu. Então vamos. Bill avisa a mãe que eu vou levá-la.
- Ok. — Bill parecia tímido. Tadinho. Eu gosto de meninos tímidos. Mas... Eu estava, meio que interessada pelo Tom. Sei lá, acho que é carência. Fazia tempo que um garoto não me dava tanta atenção assim.
- Vamos, Tom?
- Vamos.
Saímos. Eu estava com muito frio. Eu pedi a blusa dele emprestada.
- Tom, me empresta a sua blusa?
- Claro! – Ele tirou a blusa preta de frio e me deu.Eu coloquei , e , de tão grande, fez parecer que eu estava sem short. A blusa tinha um cheiro MUITO bom.
Chegamos a uma rua estreita, escura... Fiquei com medo e peguei na mão dele, apartando forte. Ao final da rua estreita, havia outra rua, mas essa tinha casinhas baixinhas, bonitinhas,algumas crianças brincando... E luz! Então, sugeri que sentássemos na calçada. Fiquei com vontade de ficar lá, só eu e ele.
- Ok. – Sentamos em frente a casa mais escura. Deitei-me no peito dele, e ele começou a passar a mão no meu cabelo. Arrepiei-me.
- Fica comigo?- Sussurrou ele. Não respondi. Apenas virei e o beijei com vontade. Muita vontade. Ele me abraçava, e eu o abraçava, depois passei as unhas nas costas dele, de leve, e senti que ele se arrepiou. Ele estava quente, apesar de estar sem blusa. Ele beijava muito bem, parecia experiente. Estava ficando cada vez melhor. Tirei a blusa de frio pois estava ficando com calor. De repente, meu celular começou a tocar. Tive de parar o beijo, que estava tão bom. Tom continuou abraçado em mim. Minha mãe... Só me liga nessas horas... Parece que sabe quando estou me divertindo!
-Alô! – Atendi, irritada.
- SABE QUE HORAS SÃO, MENINA?- Ela falou tão alto que eu tive que afastar o celular do ouvido.
- Pra falar verdade, não sei não.
- MEIA NOITE! MEIA NOITE!
-Tá, estou indo. Saco!
- FOLGADA! VAMOS TER UMA CONVERSA SÉRIA QUANDO VOCE CHEGAR. MUITO SÉRIA, MOCINHA.
- Amanhã,ta? – E desliguei na cara dela. Me matar ela não ia. Então, tudo bem.
- É melhor a gente voltar, Tom.Minha mãe ta enchendo o saco.
- Ta bom, a gente volta, então. Agora que eu tava gostando... – E fomos abraçados até a porta de casa. Chegando, ele me roubou um selinho, que foi muito bom... Eu adorei.
- Tchau, Tom! – Falei, olhando pra ele. Dei um abraço nele e entrei em casa.Nem esperei, mas ouvi ele me dando tchau.
Minha mãe estava sentada no sofá, com a luz acesa.
- Pode.Me. Falar. Tudo. A-GO-RA!- Então, sentei-me ao lado dela, e pus- me a explicar.