Como qualquer ser humano são, Eduardo gostava de seguir viagem sem nenhum desconhecido ao seu lado.
No entanto, quando alguém subia no ônibus e escolhia outro lugar pra sentar que não aquele — ou quando simplesmente ficavam de pé —, era quase como decidissem escatimar o rapaz.
Quando acontecia, perguntava-se se estava sujo ou feio — mesmo sabendo que não. Criava mais mil perguntas, tentando entender o porquê daquela rejeição.
Foi assim quando viu Samuel de pé, segurando-se numa das barras do ônibus.
Eduardo chegou até a taxá-lo de fresco, metido e coisa pior... até que Samuel deu um sorriso em sua direção.

