Raptada
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Capítulo 328 min de leitura

CAPÍTULO 7

Não sei por quanto tempo eu dormi. Talvez tenham sido horas, ou somente alguns minutos. O fato é que, com o mesmo cansaço que adormeci, eu acordei. Meu sono, seja lá quanto tempo tenha durado, não foi mais que um mergulho na escuridão. E quando emergi dela, e me recordei do fato de que estava no cativeiro, obedeci ao impulso de verificar a porta — que pelo despencar de minha cabeça para o lado, ficara ligeiramente fora do meu campo de visão. Continuava fechada.

Respirei fundo, tentando ignorar meus medos, e afundei novamente a cabeça no travesseiro. Eu não fazia ideia de que horas eram; talvez fosse ainda muito cedo e eu devesse dormir mais um pouco. Joguei a cabeça pouco mais para o lado oposto da porta, para evitar um leve torcicolo que já começava a me incomodar, e o que vi me fez dar um pulo de susto.

Em algum momento, enquanto eu dormia, o sequestrador havia entrado no quarto, tão silencioso quanto das outras vezes, e agora ele estava deitado ao meu lado na cama, a poucos centímetros do meu corpo, fitando o teto distraidamente.

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