Acordei com a campainha tocando. Oh, céus. Pensei em ignorar, mas a pessoa continuou a tocar -irritantemente- a merda da campainha!
EU TO TENTANDO DORMIR AQUI!
–Deuses...!- resmungo, enquanto desço as escadas aos tropeços. Por que eu tinha que dormir no último andar mesmo?- CALMA, CACETE!- grito, furiosa, tirando o cabelo da cara- que é?!- abro a porta bruscamente, dando de cara com três pessoas de preto. Por um momento fiquei com medo, confesso.

Um homem alto, pálido (muito mesmo!), com um terno preto, cabelos pretos, olhos extremamente pretos e uma expressão inquieta e surpresa na face.
Logo atrás dele estava dois adolescentes (chuto uns 18 anos pra eles), aparentemente gemeos. Uma menina e um menino.
A menina vestia um vestido preto com margaridas desenhadas a mão e sapatilha. Cabelos castanhos claros, olhos pretos e pálida igual o homem.
O garoto vestia calça jeans preta, camiseta preta e uma jaqueta de couro (ah!) Preta. Características físicas iguais a da irmã (dãr).
–Oi.- disse, timidamente, minha educação voltando- tudo bem?
–Olá, Safira.- o cara respondeu- tudo sim e com você?
–Tudo péssimo, né pai. Olha a cara dela! Eu avisei que seria melhor virmos depois...- a garota fala, revirando os olhos- acordamos ela!
–Aff, ela não vai morrer porque acordamos ela, exagerada.- diz o garoto- no máximo, irritada. Coisa que ela já tá. Olha, toda vermelha!
Enquanto garoto ria, eu ficava mais corada ainda. De raiva e vergonha!
A garota da uma tapa na nuca dele.
–Você sabe que ela fica corada quando fica irritada! E que ela sempre fica irritada quando acordam ela!- a garota reclama.
Oi? Como assim? Como aquela estranha sabia daquilo? Será que eles eram loucos? Sociopatas? Bandidos?
Fui fechando a porta lentamente.
–Nem pense nisso, Safira!- diz o cara de preto, com repreenção.
Droga! Pega em flagrante!
–Ok, ok...- suspiro -entrem.
–Valeu.- o garoto agradece, entrando e indo se sentar no sofá. A irmã dele sorri pra mim e vai se sentar ao lado do irmão. Fecho a porta e vou me sentar ao lado da garota.
–E ai? Quem são vocês? O que querem?- pergunto, cruzando os braços.
–Uma coisa de cada vez, garota!- diz o garoto- eu sou Nathaniel, essa é minha irmã Natalie e nosso pai, Hades.
Engasgo com minha saliva.
–Hades? Hades? Como o deus grego da morte? Ai, meu, Deus... — respiro fundo.
Natalie me olhou com pena.
–Safi... olha, nós vamos explicar tudo...
–Expliquem-se. — peço, temerosa.
Algo me diz que lá vem bomba.
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