O silêncio no barraco da bruxa se fez presente durante um curto espaço de tempo. Tanto Gabriel, quanto e, principalmente, Heler, estavam perplexos com o que acabavam de presenciar. Então, o rapaz soltou a mão da garota, se aproximou cautelosamente, pé ante pé, fixando seus olhos sobre o corpo de Lirdina, até ouvir algo pingando no chão de madeira. O sangue dela escorria pela mesa, manchando as joias e harmonizando com as velas vermelhas, cujo apagar misterioso se somava a uma vastidão de perguntas. Morreu de olhos abertos… e eles estão pretos, constatou em pensamento ao se esforçar para ver melhor, pois a luz de fora não era tão eficiente.
-Gabriel… — chamou Heler.
-Eu sei que você tem muitas perguntas, mas agora não é o momento de…
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