― Passa tudo bem devagar. Se tentar correr, eu te furo. ― A voz baixa ressoou pelo beco. O homem segurava uma faca contra o pescoço do civil, azarado o suficiente para estar no lugar errado na hora errada.
Suas mãos trêmulas esvaziavam os bolsos, entregando seus pertences diante do contato da lâmina fria na sua pele. Assim que foi solto, cambaleou às pressas, correndo pela rua vazia, tentando se afastar antes que o ladrão mudasse de ideia.
O ladrão, por sua vez, contou o dinheiro. Seu sorriso ia de uma orelha a outra. Estava arrependido de não ter mudado sua área de trabalho para a periferia antes, podia ser uma zona mais pobre, mas a falta de guardas deixava o seu trabalho muito mais fácil.
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