A semana vai passando. A Hyuuga não retorna a se encontrar com a Yamanaka. Algumas vezes Hinata passa na frente da casa dela. Fingindo ir para algum lugar. Mas na verdade só quer vê-la. Mesmo que de relance. Apenas para ter certeza de que Ino está bem. Recorre a Sai para saber se ele tem mantido contato com ela. Ele respondeu que não. Nem na academia. A loira não anda respondendo as mensagens da azulada. “Deus! Devo contar a verdade pra ela?” Como provar que Naruto veio de um livro? A única coisa que pode fazer é mostrá-la os trechos do livro nos quais está escrito “Naruto Uzumaki”. Contudo, do que adiantará? “É capaz de Ino achar que estou inventando uma maluquice dessas só para justificar não abrir mão de Naruto”. Tentando ocupar a falta que a loira faz, a Hyuuga se concentra cada vez mais no Uzumaki. Hinata saiu com Naruto o apresentando aos lugares que ela gosta em Konoha. Naruto se assustou com os carros e aviões. “Eles não pareciam assustadores na televisão.” Ele comentou se mostrando bem assustado ao avistar mais de um avião no céu e os carros pelas ruas. Sem dúvidas o que mais o amedrontou foi um caminhão. Hinata recorreu aos vídeos na internet para apresenta-lo aos diversos tipos de transporte. Com o tempo, Naruto não se apresentou mais com o espanto, porém guardou receio. Na galeria que a Hyuuga visita aos sábados, ela mostrou ao loiro, os quadros de Sai. O Pejon não estava presente na galeria. Ele só a visita quando monta seus eventos restritos. Hinata passa a entender o porquê de nunca encontrá-lo na Chubu durante os meses morando em Konoha. O loiro pouco deu atenção às pinturas abstratas do Pejon. Naruto se hipnotizou por pinturas de outros autores cujos cenários medievais o relembraram ao reino de Samas. O Uzumaki estendeu o braço querendo tocar em uma das pinturas, no entanto, foi impedido pela azulada. Ela o avisou ser proibido tocar nas obras de arte da galeria. Além da galeria, Hinata conduziu o Uzumaki para lugares a céu aberto. Precisamente onde o vento não levava a fumaceira das fábricas. Bastante grama onde podiam deitar e rolar, bastante flores para aspirar e pequenos lagos onde podiam molhar os pés. A cada dia a Hyuuga se emociona mais por compartilhar a rotina dela com um personagem pelo qual é apaixonada. Esse sentimento cresce a cada manhã. A cada noite. Naruto lhe declara que o momento preferido dele é quando chove e ela embrulha os dois com um único e imenso cobertor. Enquanto tomam chocolate quente. O chocolate continua o surpreendendo com seu sabor, em diferentes formas. Naruto só não entende porque a Hyuuga prefere amargo. É a mesma coisa com café. Tentou compartilhar do gosto dela, mas é horrível. Ele aprecia a doçura e a cremosidade que o açúcar e leite promovem no café e no chocolate quente. Julho se inicia e Hinata recebe uma mensalidade da família. Separa o dinheiro para pagar a primeira parcela de suas últimas compras. E usará outro cartão para comprar um colchão para o Uzumaki. Não suporta mais vê-lo dormir no sofá. Quando ela oferece a cama para ele, ele firmemente rejeita e se enraivece quando ela insiste. Enfim. Ele é um amor. Um homem de ouro. Algo curioso vem acontecendo com Naruto. Ele vem dizendo que seus sonhos querem trazê-lo lembranças. Porém, tudo o que ele enxerga durante o sono são imagens embaçadas. A azulada se enche de esperança. Podem ser lembranças do que aconteceu depois que ele tomou banho no lago. Ela se preocupa pelo fato do loiro parecer forçar a mente para tentar se lembrar. A pele dele chega a ficar vermelha e as veias engrossas surgem pelas têmporas e testa. Hinata recorre ao abraço e o implorando para parar. E como ele não resiste quando ela pede algo, ele para de fazer. Tudo o que eles podem fazer é esperar o dia que tais lembranças podem se tornar mais esclarecidas na mente do loiro. Na quinta feira da primeira semana de julho, a Hyuuga conversa com a mãe pelo telefone. Marca um dia para receber a família em casa. Ela decide conversar com Naruto. Terá de orientá-lo sobre como ele deve agir com seus parentes e explica-lo um pouco sobre eles. No fim de tarde da quinta, enquanto Naruto está no banho, a Hyuuga adentra o quarto. Indo buscar o álbum de fotos da família. Cada membro Hyuuga tem uma cópia das fotos originais que estão sob o domínio do patriarca Hiashi Hyuuga. Na última gaveta do armário, do lado direito, ela encontra o álbum verde musgo de capa aveludada. Ela fecha a gaveta e leva o álbum à saída. Entretanto, ela regride os passos e dá meio giro. Retornando ao interior do quarto. Ela decide apagar a luz do abajur. Quando chega diante do abajur, ela interrompe o objetivo. Ela se atrai pelo livro ao lado da luminária. “O jardim secreto”. Por mais que tenha o próprio Naruto Uzumaki habitando sua casa, tem Hinata saudades de ler a história. Com a mão esquerda, ela segura o livro. Coloca o álbum sobre a cômoda. Sua mão direita passa a segurar o livro também. Abre-o. Fecha os olhos e cheira as páginas antigas. Êxtase. Senta na borda da cama. Folheia o livro. Aprecia o barulho das folhas. “Ho, isso que é um orgasmo mental!”. As sobrancelhas azuladas e finas se zangam. A Hyuuga folheia o livro mais uma vez e percebe que uma página a mais escrita. Arregala os olhos.
— Há mais texto aqui! — seus dedos tremulam e chega a se sentar na cama para se acalmar. Ler:
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