Maria estava encantada… Aos poucos conseguia montar um bom enxoval para o seu bebê, e sua maior satisfação era ver as peças uma por uma. Tentava imaginar seu filho vestido com uma camisa bordada, fraldas e sapatinhos de tricô, saindo da maternidade aquecido com a manta que acabara de comprar. Só de imaginar, a emoção tomava conta de seu coração. Apenas lamentava não ter tido dinheiro suficiente para comprar uma chupeta, mas essa ficaria para a próxima.
Havia conseguido com o irmão Braz uns bons cortes de tecido, sem o conhecimento do pai, para costurar uma bolsa em que pudesse guardar o enxoval. Deixando de lado a modéstia, havia ficado muito bom. Inclusive, pensava em ir até a pensão de Dona Camélia perguntar se poderia ajudá-la com algum trabalho de costura, assim que o bebê nascesse. Qualquer trabalho seria bem vindo para ter o suficiente para criar seu filho.
Pôs as peças dentro da bolsa e a guardou no armário. Seu dia de folga estava acabando, e logo teria que ir servir o jantar. Sentou-se na escrivaninha, olhou alguns papéis, anotações, quando ouviu a porta de seu quarto abrir.
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