O fogo tinha trazido o calor e a alteração, o metal a disciplina e a rigidez, a madeira o crescimento e o recomeço... mas agora, eu precisava de algo mais, de algo que trouxesse o extremo; o próximo presente deveria ser um ponto de rompimento e de ligação com o que já havia aprendido. Eu precisava da água.
O inverno havia se tornado mais intenso, mesmo com as contramedidas criadas; elas não foram eficazes para impedir a tormenta gélida que atacava a fortaleza. O meu lugar de aconchego caloroso ficou cada vez mais frio, até o ponto de voltar ao início de tudo; eu apenas pude ver a água que me permite viver congelando novamente, ficando tão dura quanto o metal que compunha minhas ferramentas.
Eu precisava agir, mas rápido, sem travar, senão morreria antes que pudesse sair. De início, comecei a tampar as entradas e aumentar o fogo. Porém, tal ato se mostrou ineficaz — era preciso algo mais; usei meu empenho para moldar a madeira e deixá-la constante, melhor para a queima e para fechar as janelas; isso também não foi suficiente.
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