Quando Ernest e Madeline se casaram, há 30 anos, Helen entrou em profunda depressão e obsessão pela desgraça da prima, chegou a ficar muitíssimo gorda e até mesmo ir para um sanatório. Então, de repente, quando tudo parecia perdido para Helen, uma mulher usando roupas esquisitas fora visitar Helen na “clinica” em que ela estava.
A mulher de cabelos pretos e brilhantes como petróleo, estava com uma saia longa com uma abertura ao lado deixando a mostra seu sapato de salto finíssimo, uma blusa com um decote quase obsceno e usava longos cordões dourados que caiam por sua barriga. Helen achara a visita muito estranha, nunca tinha visto aquela mulher antes e já não gostava dela, suas roupas a lembravam Madeline, — tão vulgar quanto.
A mulher havia pedido para falar com Helen a sós. E lá estavam elas sozinhas no quartinho sujo cheirando a remédio, com apenas duas camas de ferro, um armário embutido na parede e uma mesinha de madeira velha com duas cadeiras medíocres no canto do aposento. Helen não pôde deixar de reparar, através da abertura de vidro na parte superior da porta, que havia dois rapazes de cabelos caídos no ombro, sem camisa e com uma bermuda roxa esquisita fazendo uma espécie de guarda, parados no lado de fora da porta.
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