Apesar de adorar o pai quando era pequena, Akane admirava a mãe e olhava para ela como se ela estivesse sempre a brilhar. Para a pequena Akane, a mãe era perfeita. Ela sabia fazer tudo e, quando o pai chegava a casa, beijava-a na mão e dizia que a amava, Akane desejava ser como a mãe quando crescesse e ter que a amasse tanto como o pai a amava.
Esse desejo evaporou-se com o passar dos anos. Depois de o pai morrer, a mãe tinha desfalecido. Parecia constantemente, completamente exausta. Com a inocência perdida, Akane sabia muito bem que a mãe não fazia tudo bem. O amor que tanto invejara e desejara tinha-se transformado numa anedota.
“Amor” não era mais nada a não ser uma emoção a que eles, humanos, se apegavam para se sentirem melhor. Na verdade, não havia amor verdadeiro ou puro. Era simplesmente um intercambio de elogios que fazia a outra sentir-se melhor e, no fim, puramente uma maneira de dar continuidade a futuras gerações. Pelo menos era assim que Akane o via.
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