Senti algo me incomodando, mas o sono estava bom o bastante para querer larga-lo, o problema é que o incomodo foi aumentado cada vez mais, então resolvi abrir os olhos, foi aí que me deparei com Nicholas a centímetros de distância de minha face, me afastei instintivamente e ele sorriu.
— Finalmente, bom dia bela adormecida! – eu o encarei sem entender a situação e depois olhei em volta a procura de sinais de mais alguma companhia inesperada – Pra você ter dormido de roupas devia estar bem cansada noite passada – ele falou vagarosamente analisando-me, apenas concordei e me joguei novamente no emaranhado de cobertores e travesseiros, mas minha felicidade não durou muito tempo, ouvi mais alguém entrando no quarto e puxando minhas cobertas, já estava prestes a reclamar quando minha mãe me interrompeu.
— Já se passam das três e você está estragando a tarde de diversão dos seus amigos, levante-se e venha comer algo, eu e seu pai precisamos conversar com você! – a encarei sem entender bem a situação e ela apenas se virou e partiu em direção as escadas. Imaginei que não fosse nada de tão grave assim já que possuía um sorriso no rosto; Nicholas havia se sentado confortavelmente na cadeira da escrivaninha, seus braços estavam cruzados sobre o peito e usava uma camisa branca, bermuda colorida e sandálias, o encarei.
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