— Procurando companhia, senhorita?
— Pode ser... se ela estiver a altura — a mesma sorria para o rapaz de cabelos negros diante dela.
— Se ele não estiver, ele está livre para procurar outra moça?
— Se ele não se preocupar em apanhar um pouco de uma moça nada ciumenta, sabe...
— Ah... mas será que ela consegue bater nele?
— Ela é bastante forte...eu não duvidaria...
— Mas ele é bem rápido.
— É... concordo. Mas as vezes ele sabe ser bem lento...
Mako-chan não suporta mais e o abraça, desejosa de estar com ele, de sentir o seu calor, seus braços ao redor dela, seus lábios tocando os seus.
— Hmmm... hmmmm....
— Hmmmm... linda....hmmm... lindinha... hmmm... e seus...hhhh... avós?
— Continuam os mesmos de sempre. Como vocês ousam cortar nosso elo e nos deixar carentes?
— Nos deixar? Não seria eu te deixar?
— Minha irmã é cabeça-dura, ela ficou sentindo falta do Josh.
— É?
— E eu também, engraçadinho! Não andaram nos traindo nesse tempo, andaram?
— Bom, estava falando com o acompanhante da moça mais gata desta época...
— QUEM?!
— Uma certa albina, sabe?
— Ah.... espera... acompanhante?
— Meu pai, ou melhor, meu futuro pai.
— Puxa! E ela realmente usa roupas mais exageradas que as minhas?
— Bom — ele olhava para o seu corpo e sorria divertido pelo fato de sua namorada estar querendo disputar logo com sua... com Anne — ela estava com a roupa de escola. Só que uns dois números menores que o dela.. daí...
— MAS COMO EU NUNCA PENSEI NISSO?! — bufou a morena de cabelos espetados — é a primeira providência que vou tomar quando voltarmos ao nosso tempo. Encolher um pouco a minha roupa para me realçar mais!
— Para que?
— Para você ficar com ciúmes, lindinho... só isso. Mas estou brincando. E você também está, não é?
— Mas ou menos. Ela é uma garota realmente escultural. Na verdade, acho que é mais alta que você, mesmo que agora tenham a mesma idade...
— Hum.. — ela se concentra, sentindo a presença de Tony e de Anne na direção do parque do lago — eu quero ir ve-los. Vamos no lago?
— Claro e — ele olha a moça de alto a baixo, sorrindo — meu amor, não que eu esteja reclamando, longe disso, mas... está com frio?
— Por que?
— É que, sei lá... essa roupa... não se parece em nada com as que você usa.
— É da minha tia!
— Sabia que ficaram bem em você? Sabe, está bastante elegante, juro.
— Está querendo me dar alguma indireta?
— Só estou te elogiando — desculpou-se — apenas isso. Mas você está mesmo mordida, heim? O que foi?
— Ah.... minha irmã. Ela adora o Josh, mas não quer admitir.
— Vem dizer isso para mim, é? Meu pai e meu tio sabem disso, lembra? Mas não podemos força-la, e ele também não vai querer uma resposta forçada dela.
— Não é isso! Ah... esquece. Vamos passear, vai. Agora! Quero flagrar os... aqueles dois no flagra.
— Flagrar os dois no flagra...
— Nem comece! Você me entendeu. Vamos!
— Olha... acabei de topar com eles agora e acho que vão ficar desconfiados se me verem novamente.
— Topou, é? — ela colocava as mãos na cintura — confesse! Você foi é falar com ele, isso sim!
— Bem... é, eu fui. Desculpe, não resisti.
— Que vergonha... — ela maneava a cabeça de um lado para o outro — que decepção! Você, o mais certinho dos rapazes, o mais responsável, o mais educado, gentil, bom partido, e que foi o único que não puxou a cauda do Luath...
— Foi o Josh quem ainda não fez isso... — interrompeu ele.
— Que seja! O quase rapaz perfeito me aponta uma destas? Agora sim eu quero ir ver eles.
— Não sei... acho melhor deixar para outra hora. Vai que a gente atrapalha eles e ela fica tão irritada, que quando voltarmos para nosso tempo, descobrimos que eu mudei de mãe?
— É? Me parece que você não quer que eu vá.
— Imagina. Querida... vamos, para que ir até lá? Já foi visitar seu pai no passado, eu acabei de fazer o mesmo com o meu... que tal darmos um basta a esse círculo vicioso?
— Mas eu não visitei meu futuro sogro ainda! — disse ela com as mãos na cintura.
— já vi que não vou te convencer do contrário, não é? Ok, ok, vamos lá, mas nada de gracinhas, ok?
— Claro! — ela o pega pelo braço e o arrasta.
Não demorou nem dez minutos para encontrá-los, tendo em vista as capacidades do casal. Mako-chan parou na hora ao ver aqueles dois, embora ainda assim se mantivesse afastada o suficiente para não ser percebida.
Anne estava deitada de costas em cima de Tony, e este parecia acariciar seus cabelos. Interessante... nunca pensou que eles eram tão românticos assim.
— Vai ficar vigiando eles ou me dar atenção?
— Bobinho... — sorriu ela o observando e se sentindo como se estivesse apaixonada pela primeira vez. a mesma lhe dá um abraço, estalando seus ossos por completo, enquanto ele sorri. Certas coisas nunca mudavam.
— Quer me aleijar, é?
— Bem, veja dessa forma... se isso acontecer, vou ter que ficar cuidando de você, dando comida, banho...
— Pensei que jovianos tivessem regras claras quando a relacionamentos afetuosos...
— E temos... mas papai nos conhece e... bem — ela sorria maliciosamente para ele — se quiser, quando voltarmos pode desafiar o papai pelo direito de se casar comigo.
— Hmmm... melhor deixar para depois, sabe. deixa eu te curtir mais alguns anos para morrer feliz.
— Seu bobo — ela lhe dá um tapa no ombro, sorrindo — não prestou atenção nas aulas da historia de Júpiter? O teste joviano consiste em amor pela família. Você teria que enfrentar o papai, mas não precisa vence-lo, apenas dar tudo de si, dar o seu melhor em uma luta pela sua amada, numa representação de que você vai sempre se esforçar para preservar a unidade familiar com unhas e dentes.
— Mas... e se eu não quiser dar tudo? Eu não gosto de lutar, sabe disto.
— É só fazer igualzinho a um treino. Simples. Ele não vai exigir o máximo. Claro que se fosse um joviano ai sim você estaria com no mínimo a obrigação de usar tudo. Mas como não é... Mas se quer saber, você é um dos que tem mais chances de vence-lo um dia.
— Jura?
— Claro!
— Sei não... acho que minha prima tem mais chances do que eu...ainda mais que ela tem um respeito enorme pelos dois, que são seus padrinhos. E por falar nela, estou preocupado. Muito.
— Ela tem juízo, e os que estão com ela, também. Aonde quer que tenham ido parar, sei que não vão agir, devem estar agora tentando entrar em contato com Maya ou com a sailor plutão da época.
— Os que estão com ela tem juízo?
— Tanto quanto eu!
— Agora eu concordo.
— Como é?!
— Bem, claro que...
— Eí, olha só o que você fez! Eles foram embora!!!
— Hã? — ele olha ao redor. E Tony e Anne realmente sumiram. Se concentra por alguns instantes e percebe o rastro de suas auras. Hum... se dirigiram para o parque da canção.
— Bem, então vamos, já está ficando tarde e...
— Nem pensar! Você vai ter que se redimir por ter feito isso!
— E o que sugere?
— Vai comigo fazer inveja paras minhas tias, isso sim!
— Inveja? — ele ergueu os lábios, imaginando o que ela iria querer.
— Isso mesmo. Quero ver as três babando por você, e eu falar na cara dura que podem babar, mas sou eu que sou a sua namorada!
— Mas... mas...
— Nada de mas, anda!

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