



Fragile
A gente cresce ouvindo falar no amor. Sangue Puro, mestiço, nascido trouxa. Grifinoria, Sonserina, Lufa-Lufa ou Corvinal. Tanto faz quem você é, vão te falar sobre o poder de salvação do beijo de amor verdadeiro. O que nunca contam, é que o amor pode nunca chegar, ou que mesmo que chegue possa ir embora e acabar com sua raça. Deve ser uma dessas coisas que quando você é criança os seus pais dizem: "quando você for mais velho, você vai descobrir sozinha" Quer dizer, acho que é algo do tipo, já que durante anos de adolescência eu vi meus amigos andando em gelo fino com o amor, mas nunca se importando. Até o sexto ano. O sexto ano de Hogwarts não é exatamente o pior de todos os anos. O quinto tem os NOMs e o sétimo tem os NIEMs e é neles que nossa ansiedade, emocional e esquema de estudos tem que ir a loucura. Mas o sexto? O sexto é um meio entre eles, uma pausa pra não se ferrar. Mas todos que eu conheço, e mesmo eu, resolveram entrar em surto coletivo em busca da salvação do beijo de amor verdadeiro. Só que adultos são idiotas em achar que adolescentes, tão idiotas quanto é possível ser, são capaz de receber lição da vida e entende-la bem. E a voda nós ensina que o amor até pode ser bom, mas que é frágil e necessita de cuidados que adolescentes são ruins em ter. Nós ferramos o sexto ano porque a gente não escutou a vida e brincamos com algo frágil com a delicadeza de um filhote de elefante, dançando ballet clássico, com sapatilhas de ponta em cima de um skate.
Sinopse
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