Havia algo em Roman que me intrigava.
Inicialmente, pensei que fosse apenas a minha implicância por ter que trabalhar ao lado dele depois de tudo. Porém, com o passar do tempo, percebi que não. Percebi que ele era uma pessoa mudada e, no fundo, parecia comigo. Éramos teimosos, fortes e leais. Talvez pensasse isso porque isso mexia comigo.
Não era fácil odiar uma pessoa e depois perceber que odiava porque éramos parecidos, mas agradeci mentalmente por ele não ter absorvido isso da mesma maneira que eu. Ao invés de explodir, ele só silenciou e me respeitou. E nesse respeito nasceu uma grande cumplicidade entre nós em campo.
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