Meu peito arde. Nunca havia sentido, mas parece a sensação de uma brasa de ferradura indo de encontro à pele... Tornando carne em cinzas. Quantas vezes já presenciei isso? Apesar de nem ao menos lembrar meu nome, lembro da dor, do sangue, do meu papel de executor. Pivot do sofrimento alheio, regido pelas leis de Carim. Não me recordo, também, como virei carrasco — lembro que mamãe não gostava da ideia. Talvez tenha sido o fracasso de não ser igual ao papai. Pelo menos o alivio de ter a cabeça daquele me trouxe algum alivio.
Extendido no chão, diante de ratos passageiros e humidade tipica desta cela, ao menos minha distração com os eventuais passaros que vejo pela iluminada brecha do teto me fazem esquecer o cheiro de podridão exalado de fora deste canto... Agora não sei isso tem haver com a praga ou com a solidã-..... que praga?
De repente vejo uma silhueta tapando os feixes de luz. Algo esta falando comigo? E-eu não consigo ouvi-
Gostando da história?
Crie sua conta gratuita em 15 segundos para desbloquear os próximos capítulos e continuar exatamente de onde você parou, em qualquer aparelho.
