Alvorada
Alvorada
Capítulo 11 min de leitura

Alvorada

A primeira mancha de cinza se espalha pelo manto estrelado do breu. No gigante adormecido, a natureza se espreguiça.

A difusão do laranja no espelho azul faz fervilhar a linha do horizonte. Clarões escorchantes irrompem do abismo e se derretem no mar inconstante; borbulhas do infinito acalorado borram a divisão entre céu e mundo. Água e azeite, calor e frio. Braços de luz e fogo se alongam e tocam o manto cinza, colorindo o matiz celestial.

Um olho amarelo espreita o mundo ao longe. Os cristais acima agonizam e piscam seu último branco. O vigilante da Terra despertou do longo sono.

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