Consigo uma carona para nos levar até o fim da estrada dos mercadores por algumas poucas moedas de bronze. A carroça de metal que levava alimentos para outras cidades da região passou em frente à padaria dois dias depois, logo depois do pôr do sol, e o mercador não parou de falar com Adam e Theo durante todo o percurso, embora a noite aumentasse meu estresse e eu tivesse que me controlar muito para não mandar aquele velho calar a boca por pelo menos alguns minutos.
Já longe da cidade portuária, o dono da carroça avisa que precisaria ir à uma propriedade ali perto para buscar um carregamento de batatas e eu aproveito a oportunidade para sugerir aos meus amigos que devíamos seguir a pé a partir dali. Fico mais do que feliz em pisar em terra firme outra vez, sem o ronco de motor vibrando sob meus pés e quase começo a saltitar quando vejo o conjunto de rodas e pinças de metal que batiam no chão como as pernas de uma aranha se afastarem de nós, espalhando poeira e areia pelos ares. Cubro o rosto, mas sorrio só de me lembrar que eu não teria que sacudir de um lado para o outro da carroça por mais um segundo sequer.
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