Jiang Cheng estremeceu, porém além disso não se mexeu por um milímetro sequer. Não conseguia se mexer. A música o invadia como um confortável cobertor, trazia segurança e uma sensação de lar que não o acometia nem quando estava em Píer Lótus. Mas ao mesmo tempo ela fazia uma arrepio envolver seu coração. E… Jiang Cheng não sabia muito bem como lidar com isso. A razão por trás disso era que Lan Xichen era um cultivador? Havia ele colocado tais intenções na música? Mas… Mas Jiang Cheng não conseguia sentir nada disso ali. Era só música — a mais bonita que ele já tinha ouvido, mas só música. Então por que ele se sentia assim tão… estranho?
Ele estava ali plantado como um bambu por algum tempo. Por alguns minutos, talvez. Ou seriam horas? Não sabia dizer. Entretanto, era tempo o suficiente para que o céu se transformasse em um azul anil, com estrelas mínimas para iluminá-lo. O sol havia quase sumido completamente, deixando um filete de luz dourada por sobre as montanhas. A lua, que havia se ocultado atrás de um grupo de nuvens, decidiu aparecer timidamente, iluminando o ambiente com sua luz prateada, o que deixava o ambiente com aparência de sonho.
Lan Xichen continuava a tocar, aparentemente perdido no tempo. Olhos sempre fechados e dedos longos movendo-se de maneira praticada pelo xiao, quase como um daqueles protagonistas dos livros de Huaisang, o que fez o rosto de Jiang Cheng ficar quente como fogueira. No que ele estava pensando??
Gostando da história?
Crie sua conta gratuita em 15 segundos para desbloquear os próximos capítulos e continuar exatamente de onde você parou, em qualquer aparelho.

