CAPÍTULO 2
Immanuel deu alguns passos vacilantes até o trem, sua mente ainda tentando processar a sequência de eventos. A estação estava agitada, mas de uma forma impressionantemente calma — uma calmaria que parecia sugada de um filme de ficção científica dos anos 50, onde tudo parecia estar no lugar certo, mas ainda assim, algo estava absolutamente errado. Como se o universo, em algum lugar muito distante, estivesse tentando manter as aparências enquanto jogava um jogo de cartas cósmicas com ele.
O trem, quando chegou, parecia mais uma ilustração de um futuro que nunca havia sido desenhado. Ele era tão metálico e perfeito que Immanuel quase se perguntou se ele realmente existia ou era uma metáfora mal interpretada. Mas, como sua vida estava mais para um pesadelo administrativamente processado, ele entrou sem fazer mais perguntas.
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