Você, Minha Maior Fraqueza!
Você, Minha Maior Fraqueza!
Capítulo 19 min de leitura

Capítulo Único

-Você aceita? — Georg Listing perguntava isso ao seu amado, Gustav Schafer. Os dois estavam em casa, jantando a luz de velas. O local detinha um clima romântico no ar. A comida em seus pratos já não se faziam presentes, à pouca distancia entre seus lábios e seus corpos eram sentidos pelos dois. Aquela estava sendo uma noite mais que especial Georg tinha planejado tudo nos mais perfeitos detalhes, para que aquela noite fosse perfeita. Na mão esquerda do mesmo estava a mão de Gustav, e na outra, estava uma caixinha preta, que dentro dela continha duas alianças, de ouro branco, que dentro deles tinha o nome de seus parceiros. Sim, Georg estava pedindo Gustav em casamento, depois de quatro anos namorando, sempre um com o outro porque tocavam na mesma banda, Tokio Hotel, e também porque moravam juntos. Dividindo o mesmo amor, que era capaz de não só destruir barreiras, mas lutar contra o preconceito da sociedade, que não era a maior preocupação para ambos naquele momento.


–É claro que eu aceito meu amor — Georg pegou o anel e colocou na dedo da mão esquerda do outro, logo após Gustav pegou a outra aliança e repetiu o gesto. Depois disso, Gustav levantou-se de sua cadeira e sentou no colo de seu amado. Colocou os braços ao redor do pescoço do mais velho e aproximou as bocas ás colando logo em seguida. O beijo dos dois como sempre era calmo, sem pressa, e por ser calmo, podia-se respirar sem problemas. Os dois desfrutavam do sabor da boca um do outro, de como suas línguas dançavam em perfeita sincronia. Eram feitos um para o outro. Gustav terminou o beijo com um selinho e colou suas testas.


–Esse tá sendo a noite mais perfeita pra mim Georg. Você é maravilhoso, e eu agradeço todos os dias por ter você do meu lado, por você me amar. E não desistir de mim assim. Eu te amo — ele disse em um sussurro.


–Pra mim também Gusti, você é minha metade da laranja, a tampa da minha panela e todas essas frases clichês — eles riram um pouco, mas logo ficaram sérios — Eu estou do seu lado e sempre estarei. Sempre. E deixa de bobagem, jamais vou desistir de você. Eu também te amo, muito mais que minha vida. — o mais velho disse enquanto passava suas mãos pelo rosto do mais novo.


Deram um selinho e foram tirar a louça da mesa. Lavaram a louça na maior festa, pareciam duas crianças. Depois de terminar tudo na cozinha, os dois subiram para seu quarto.


–Amor, vamos tomar um banho? — Georg sussurrou no ouvido do menor, enquanto o abraçava por trás. Gustav se virou e encostou sua cabeça no ombro do maior.


–Com todo prazer meu amor — ele disse em um sussurro também.


Foram de mãos dadas para o banheiro. Tiraram a roupa um do outro e entraram de baixo do chuveiro. Quando a água atingiu os corpos, ambos estremeceram.


–Eu amo você — um sussurro apaixonado; e nada mais.


O banho foi cheio de carinhos, toques e muitos abraços. Não fizeram nada demais, mas o suficiente para satisfazer ambos. Saíram do banho e foram se trocar. Ambos colocaram suas boxers e deitaram em conxinha, naquela cama muito macia.


–Georg, o que você vai fazer quando eu for? — Gustav perguntou em um sussurro inseguro.


Você não vai ir a lugar nenhum! Nós já falamos sobre isso — Georg falou um pouco alto.


Gustav se virou e ficou de frente com seu amor.


–Georg, para de fingir que isso não é nada. O médico mesmo disse. Esse câncer é maligno. Eu não tenho chances. -


Sim, Gustav estava com um câncer. Eles foram ao médico mês passado e um senhor demeia idade os alertou, o loiro não tinha mais muito tempo de vida. Quando o médico proferido tais palavras, o mundo do mais velho foi para o chão, ele negava veemente. Não queria acreditar que perderia seu amor assim, tão cedo!


–Deixa de falar besteira Gustav! Você tem chances sim, não acredite no que aquele médico disse a você — o Moreno disse enquanto abraçava o outro que estava aos prantos.


–Eu não quero te deixar Georg! Nunca. Você é tudo pra mim. Só de pensar em deixar você, desastrado do jeito que é sozinho! Sério, não tem como — o menor disse entre soluços.


–Você jamais vai me deixar, e se você fizer isso, eu vou junto. Sem medo! — Georg disse convicto enquanto acariciava as costas do mais novo.


–Deixa de falar besteira! Quando eu for, você vai ficar aqui. Junto com os gêmeos. Tocando na banda, ajudando nossos fãs a superar. Você é forte Ge, vai aguentar, e quando sentir muitas saudades, olhe para cima, eu estarei lá! Sempre. E aqui também. — O mais novo disse enquanto colocava sua mão em cima do lado esquerdo do peito do maior, sentindo o coração do mesmo bater acelerado ao seu toque — Eu vou sentir muitas saudades disso — ele disse enquanto colocava sua cabeça onde a pouco estava sua mão — E disso também — ele disse enquanto beijava os lábios macios do outro: Sua maior fraqueza!


–Gustav, se você não para de falar besteira eu vou te dar uma surra! — Georg disse enquanto sentia várias lágrimas escorrerem pelo seu rosto.


–Isso, bate que eu gamo! — Gustav disse arrancando uma leve risada do seu companheiro.


–Eu não quero que você me deixe! Sério, eu não consigo ficar nem um dia longe de você quem dirá ficar pelo resto da minha vida! — ele disse enquanto abraçava com todas as suas forças o mais novo.


–Você consegue meu amor.


–Agora vamos dormir porque temos um longo dia amanhã — disse o mais novo, colocando um fim na conversa.


–Eu te amo, sempre! Boa noite — disse o mais velho dando um selinho no loiro.


–Eu também te amo, muito! Boa noite — disse correspondendo o selinho. Abraçou-se ao maior e dormiu ouvindo as batidas do seu coração.

****

Estavam todos em um estúdio, ensaiando, quando, de repente, Gustav começa a sentir fortes dores em seu corpo, insuportáveis. Foi levado as pressas para o hospital, sempre segurando a mão daquele que deu sentido à sua vida. Georg estava muito preocupado, afinal. Chegaram logo no hospital e Gustav foi encaminhado para a UTI, o seu estado era pior que pensavam. Enquanto isso, Georg, Tom e Bill esperavam impacientes na sala de espera. Todos estavam angustiados, mas nenhum estava sentindo a dor de Georg. Ele andava de um lado para o outro, rezando, pedindo a Deus, que não levasse agora a única pessoa que amou em toda sua vida. 1 Hora depois, apareceu um médico, dando noticias do estado de saúde de Gustav.


–Doutor, como ele está? Ele vai ficar bem? — Georg só faltou pular em cima do médico.


–Sinto lhe informar, mas de hoje ele não passa... — o médico ainda disse alguma coisa, mas que não foi compreendida por Georg, que estava em estado de choque.


Como assim seu amor só duraria aquela tarde? E o seu futuro ao lado dele? Georg não conseguiu acreditar. Sentiu duas mãos segurando seus ombros e o puxando para perto. Desejou mais que tudo que os braços que o envolviam fosse de Gustav, que tudo isso não passasse de um pesadelo, mas quando abriu os olhos viu que era Tom o consolando.


–Calma Georg, por favor! Ele precisa da sua ajuda — Ele escutava Tom e Bill tentando acalma-lo.


O que foi em vão. Ninguém, jamais, poderia fazer isso, só Gustav tinha esse poder sobre ele. Libertou-se dos braços de Tom e correu em direção em direção ao Médico.


–Eu posso ver ele? — Não adiantava o médico dizer sim ou não, ele iria de qualquer jeito.


–Claro, ele pediu para vê-lo, mas, por favor, não o altere muito ok? É quarto 483 — ele disse e Georg correu em direção a este quarto.


Quando chegou em frente a porta do quarto, ele secou as lágrimas e entrou. Encontrou seu anjinho dormindo, pelo menos parecia, como se o mundo lá fora não existisse. Chegou mais perto e viu os olhos do seu amor minimamente abertos.


–Gustav! — falou enquanto pegava sua mão e beijava-o com devoção.


–Georg... — Gustav falou em um sussurro fraco, ele mal tinha forças para abrir os olhos, quem dirá para falar, mas ele faria esse esforço para o seu amor.


–Há meu amor, aguenta mais um pouco ok? Você vai ficar bem! — Parecia que Georg estava tentando convencer a si mesmo, do que a Gustav.


–Meu amor, não crie esperanças falsas. Você sabe que não é assim. Eu só quero te pedir uma coisa antes: Por favor, se cuide. Não faça besteiras. Eu te amo muito, e quero que você viva, ame de novo. Eu sei que você é capaz! — disse Gustav, em um sussurro.


–Gustav... — Georg falou, mas foi interrompido por Gusti.


–Diga aos gêmeos que eu os amo, que eles sejam muito felizes juntos. Diga aos nossos fãs que eu os amo muito, que sempre estarei com eles. — Gustav disse enquanto pegava forte a mão de Georg.


–Gusti, não farei besteiras, mas minha vida não será a mesma. Mas eu jamais amarei de novo. Isso não — Ele se desesperou quando ouviu o bipe do monitor ficar mais fraco.


–Se cuide meu amor, eu estarei sempre com você. Eu te amo — ele disse.


–Eu também te amo meu amor — Georg deu um beijo em seu amor e viu um sorriso naqueles lábios que eram a sua maior fraqueza.


–--------------------------- Foi o som do monitor, o coração tinha parado. Gustav havia morrido. Não, seu amor não! Do corredor foi-se capaz de ouvir um grito, um grito de dor. Vindo do quarto 483.



Comentários & Reações

Compartilhe suas impressões, cole selos colecionáveis e interaja com o autor e a comunidade.

Você chegou ao capítulo mais recenteVoltar à página da história
Índice da História