Um Anjo em Minha Vida
Prazer em conhecer!
Ah que vida tão ingrata! Bom, que modos são os meus né? Meu nome é Syaoran Lee, tenho 15 anos, um metro e sessenta e cinco de altura, moreno, cabelos castanhos rebeldes e olhos âmbares, sou de Hong Kong. Por isso sou motivo de chacota na minha escola nova. Vocês perguntam... Como isso pode acontecer? Afinal ser estrangeiro é legal... Bem eu digo, não quando o cara mais popular da escola não vai com sua cara! Minha família – que é constituída por pai, mãe, minha irmã mais nova – e eu viemos da China há uns três meses, por meu pai ter sido transferido para aqui em Tomoeda no Japão para trabalhar em uma empresa afilial da China como supervisor geral. Moramos em uma casa modéstia na zona econômica da cidade. Certo até ai tudo bem, mas vocês devem estar se perguntando... Mas porque essa raiva toda? Bom vou lhe explicar, tudo começou...
Flash back On!
No meu primeiro dia de aula, fui normalmente apresentado para turma através do professor, cujo nome é Terada, o mesmo pediu que eu mim senta-se atrás do meu atual e único amigo Eriol Hiiragizawa – que também é estrangeiro, vindo da Europa – caminhei devagar pelo estreito corredor que levava até a dita cuja cadeira, mas parei por alguns segundos que para mim duraram horas, para apreciar a mais bela flor que já vi, sentada delicadamente na cadeira, com um ar de superioridade estampado em seu rosto que parece ter sido esculpido pelos anjos... ela olha para mim — meu coração acelera, causando uma sensação de que havia milhares de borboletas no meu estomago, o suor frio desce em meu rosto mim pergunto ‘será amor à primeira vista?’ – e da um pequeno sorrisinho discreto – mim fazendo corar, de repente o calor ao qual eu sentia se evadiu ao sentir sobre mim um olhar gélido, capaz de trazer uma nova era do gelo sobre a terra. Examinei bem o sujeito que mim encarava e virei o rosto e continuei o caminho como se nada tivesse acontecido. Sentei-me e rapidamente o rapaz da frente – com a mesma altura minha, com cabelos azuis, olhos da mesma cor, suspeito que tenha a mesma idade e usando um par de óculos bem cafona – virou-se para mim...
? – Bom dia cavaleiro, mim chamo Eriol Hiiragizawa muito prazer em conhecê-lo...
Syao – O prazer é meu! – falei enquanto olhava pelo canto do olho aquela bela flor pu...
Eriol – Sinto muito, mas tenho que alertá-lo! – ele falou interrompendo meus pensamentos, olhando de relance para a bela menina sentada a duas cadeiras a frente – da outra fila – dele e de volta para mim.
Syao – Nani? Mas eu...
Eriol – Tudo bem! Quem não se apaixona pela Tomoyo Daidouji à primeira vista não é? – então esse é o nome da bela flor – o único problema é que ela já tem namorado! – é impressão minha ou Eriol também gosta dela, quem é que fala com tanto desgosto assim? – Seu nome é Natsumoto Ashi – ele falou apontando para o cara que tinha mim encarado, com a mesma altura que a minha, ou até um pouco mais alto, branco, cabelos pretos e olhos da mesma cor –
ele é capitão do clube de basquete, o cara valentão e o mais popular da escola toda. Se ele não for com a sua cara... Tenho dó de você amigo! – o professor pediu atenção e ele virou para frente, e eu encostei-me à cadeira.
Afinal, o que era aquilo tudo? O cara é tão poderoso assim? Bom as aulas continuaram normalmente, só parando para o intervalo. Eriol perguntou se eu gostaria de acompanhá-lo até a cantina, para comprarmos nosso lanche. Caminhando tranqüilamente pelos corredores, íamos conversando coisas banais, como qual time você prefere? Onde você mora? O que te fez vir para cá? Até percebermos que a nossa frente vinha um grupo de mais ou menos sete garotos, sendo que na frente caminhava – com uma bola de basquete na mão – Natsumoto, com um olhar prepotente e zombeteiro para os colegas que estavam passando por eles com medo. De repente um garoto loiro, que estava a sua esquerda olha para mim e rapidamente fala algo ao ouvido de Natsumoto, que em resposta olhou pra mim e da um sorrisinho maléfico. Com uma distância ainda segura para nós, ele fala em uma altura que chama a atenção de todos que estão em volta.
Nat – Mas olha quem esta por aqui! Se não é o engomadinho e o china! – ele falou apontando primeiramente para Eriol e depois para mim, fazendo os outros garotos rirem.
Eriol – Vai começar... – ouvi ele falar bem desanimado, olhei para ele com um olhar de suplica para entender a situação, mas antes de ele presta alguma atenção em mim, Natsumoto já estava agarrado em meu colarinho mim encostando na parede.
Nat – Vou começar por você! – falou ele mim suspendendo na parede enquanto eu soltava um pequeno gemido de dor – Eu não gostei nada como você olhou para minha garota – olhei para Eriol que estava cercado pelo outros garotos de cabeça baixa, a única coisa que mim vinha na hora era, por que agente era pobre? Afinal desisti da academia de kung fu na China devido que teria que cuidar da minha irmã mais nova, pois minha mãe teve que arrumar um emprego porque a empresa que meu pai trabalhava passou por uma crise e teve que reduzir o salário dos empregados. Se fossemos rico – eu nem estaria aqui – mas pelo menos se eu tivesse completado as minhas aulas, em meio minuto o deixava aos meus pés e acabaria com sua reputação, mas não! Eu tenho que ser o saco de pancadas! – Sabe o que acontece com os novatos que tentam chamar atenção na minha escola? – ele continuou.
Os garotos – BANHO DE BOAS VINDAS! –gritaram em uníssono, mas o que diabos é isso? Olhei para Eriol que dessa vez olhou para mim com um olhar ‘Oh! que Deus nos ajude’. Quando dei por mim estava sendo arrastado pelos corredores, com vários garotos gritando até onde deu para me perceber ser o banheiro masculino, tudo foi tão rápido que não deu nem para falar alguma coisa.
Quando terminou o intervalo fomos para sala de aula, entramos encharcados e cheirando a... não quero nem falar!
Flash back Off
Bom e desde esse dia tem sido assim, puxões de cuecas, pendurados no vestiário masculino, levando culpa por varias situações que não foram nós que começamos e assim vai. Sempre o “China e o Engomadinho”, como eles nos chamam. Eu não agüentava mais minha vida. Escondia da minha família, pois não queria preocupar eles, já não basta a preocupações econômicas e ainda eu chegar em casa dizendo ‘oi mãe, oi pai adivinhem eu odeio esse lugar’, era pedir ao coração da minha mãe para ‘ter um ataque’. Eu e Eriol nos tornamos amigos inseparáveis, desde o “banho de boas vindas”, ele sempre mim visitava e eu a ele. Estávamos na minha casa, precisamente no meu quarto – ao qual não deixa de ser na minha casa – eu estava deitado na cama folheando um livro de história mundial, enquanto ele estava na minha escrivaninha mexendo no meu notebook surrado.
Eriol – Então o que será que vai ser amanhã? – perguntou sem ao menos virar para me fitar
Syao – Sinceramente não tenho a mínima idéia! – falei já começando a me estressar
Eriol – Calma! – falou ele mim fitando agora – Eu também não agüento isso! Temos que fazer alguma coisa a respeito!
Syao – O que, por exemplo? Não há nada que possamos fazer para evitar aquela colméia de zangões empesteados de pulgas! Se nos escondemos eles nos acham, se faltamos no outro dia é pior, até mesmo quando algum deles falta, nós levamos dobrado! – falei estendendo as mãos aos céus.
Eriol – Nisso você tem razão meu caro amigo! Entraram alunos novos e eles ainda continuam no nosso pé! – falou ele desligando o note e virando a cadeira para ligar a TV que ficava em frente – aos pés – da minha cama – Tudo porque eu fui cortez e você olhou para ela...
Syao – Para de suspirar Eriol! – falei irritado agora, afinal nos dois gostamos da mesma garota e sofremos por isso – Eu não agüento mais!
? – Não agüenta mais o que nii-san? – ah garota intrometida
Syao – O que é Meilyng?
Mei – O que é que nii-san não agüenta mais? – falou ela com aqueles olhinhos vermelhos brilhando, minha irmãzinha tem cinco anos, ela não se parece muito comigo, tem os cabelos pretos e os olhos vermelhos e é branca, ela se parece mais com oka-san. Eu pareço mais com o chichi-ue.
Syao – Nada que seja da sua conta! — falei estirando a língua enquanto ela retribuía o gesto.
Eriol – Que isso Syaoran? Ela é só uma criança! – me repreendeu
Mei – Nii-san ta chato hoje! – falou cruzando os braços emburrada
Eriol – E qual é o dia que esse cabeça-dura não esta! – falou ele rindo fazendo a pequena rir também
Syao – Ah é então vocês vão ver! – falei jogando um travesseiro neles começando uma guerra, depois de ter levado uma travesseirada escuto uma risada – Esperem um minuto – abri os braços a altura do tórax pedindo atenção – vocês ouviram isso?
Eriol – Ouvimos o que? – ele perguntou tentando escutar o que prendeu minha atenção
Syao – Não sei direito, mas eu acho que ouvir uma risada de uma garota – olhei para os lados procurando, fui até a janela, mas desiste afinal meu quarto fica no segundo andar então não tinha como alguém estar na janela
? – Xiao Lang, vem jantar e traz o jovem Hiiragizawa – gritou minha mãe da cozinha
Eriol – Esta tudo bem por você? – ele mim fitou
Syao – Você a ouviu não foi um pedido foi uma ordem! – ele riu da minha afirmação, pegou Meyling no colo e desceu escada abaixo correndo fazendo ela se acabar de rir e pedir mais.
Dei uma última olhada no quarto, afinal o que esta acontecendo comigo? Eu não fiquei doido! Eu ouvi sim uma risada, simples e graciosa de uma garota...
Desci e encontrei Meyling pendurada no pescoço do Eriol que estava sentado à mesa junto com meu chichi-ue que esta lendo jornal, enquanto oka-san colocava a mesa. Depois começamos a jantar
Yelan – E então meu filho como vai à escola? – mim engasguei com um pedaço de peixe – O que foi filho? Tudo bem? – mim olhou curiosa
Eriol – Tudo bem senhora, vai bem sim à escola! Melhor impossível! – valeu Eriol vou ficar te devendo, ele mim olhou como se disse ‘depois você mim paga’. Já mas calmo...
Syao – Quase morro! – falei ainda sentindo um queimor incomodo na garganta
Taylang – Filho você esta bem mesmo? – perguntou meu chichi-ue
Syao – Sim! Eu estou bem! – confirmei e ele prosseguiu
Tay – Então como vai à escola? – foi à vez de Eriol engasgar, mas o que tem esse assunto para perdurar tanto? Imagine se fosse “ei mãe to usando droga”, “ah meu filho que coisa boa, mas como vai à escola?” não dá nem para acreditar – Mas o que esta acontecendo aqui? – continuou meu Oto-san – Yelan você colocou veneno na comida? – oka-san deu uma olhada mortal para ele, que este se encolheu todinho na cadeira e olhou para mim suplicando – Filho?
Syao – O senhor mereceu! – dei um tempo para acalmar enquanto meu pai chorava no canto com medo da oka-san e Eriol bebia dois copos de água – A escola... Bem... Vai bem! – por mais que seja difícil eu mentir para eles, mas é o necessário...
Eriol – Como sempre a comida estava deliciosa Yelan-sama! É sempre uma honra participar de um momento em família na casa dos Lee’s! – falou ele fazendo uma mesura – Mas infelizmente já é tarde, e não posso demorar-me a ir!
Yelan – Ah que isso Hiiragizawa-san deixe dessa cortesia, afinal já faz parte da família! Se quiseres passar a noite aqui serás bem-vindo! – ela lhe respondeu sorrindo
Tay – Yelan esta certo jovenzinho, não precisa se preocupar! – acrescentou passando o braço sobre os ombros da minha mãe
Eriol – Quem sabe outro dia! Agradeço!
Syao – Daqui uns dias vão começar a lhe chamar de Eriol Lee! – falei fazendo com que ele vira-se um tomate
Tay – Boa idéia Xiao Lang! – falou meu pai tirando uma com a cara do Eriol
Yel – AH parem com isso você dois, não ver que vão fazer o jovem cozinhar de tanta vergonha! – assim todos nós rimos
Mei – Oka-san, to com soninho! – ela falou esfregando os olhos, fazendo com que minha mãe a pega-se no colo.
Yel – Vamos querida! Jovem Hiiragizawa apareça quando quiser o.k?
Eriol – Sim senhora! – e então acompanhei até o lado de fora da casa – E então o que faremos amanhã?
Syao – Eu não sei! Eu realmente estou com um pressentimento nada bom quanto ao dia de amanhã – falei expondo minhas expectativas, afinal essa era a verdade
Eriol – Você percebeu não é? – ele parou por um instante olhando para o céu – Eles estavam muito quietos hoje na escola!
Syao – É disso que tenho mais medo!
%%%%%% Mudança de cenário %%%%%%%
Jovem – Mas Miguel! Eu sei alguma coisa ruim vai acontecer com meu protegido! – uma jovem fala o outro que estava no mesmo lugar
Miguel – Acalme-se menina! O que quer que eu faça?
Jovem – Peça para papai! Peça para que eu vá! Ele esta infeliz e não suporto mais vê-lo assim! – falava angustiada
Miguel – Isso soa como um absurdo! – falou ele tentando se convencer de que aquilo que a outra havia falado era loucura
Jovem – Eu sei que se preocupa com ele também! Vamos Miguel mim ajude irmão! – suplicou pela última vez
Miguel – Esta bem! Conversarei com papai, mas se por um acaso ele consenti tenha muito cuidado pequena! – falou ele olhando ternamente para a jovem que estava feliz!
Jovem – Obrigado!
Continua!
