Tardes Confidentes - CIP
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Capítulo 14 min de leitura

Capítulo 1

Bight Mac limpou o suor da testa com as costas da mão, secando a umidade em seu macacão encardido e voltando ao afazer cansativo.

Dia após dia, depois de terminar seu trabalho nas macieiras, ia até a fazenda dos Pears para arrumar o reservatório que tinha destruído em uma corrida com seu melhor amigo. Senhor Pear tinha ficado uma fera com ele, e nem mesmo aparecer no horário certo todos os dias ajudava a apaziguar sua fúria.

Afastou aquele velho ranzinza das ideias, direcionando seu foco em apertar aqueles parafusos estúpidos. Não sabia onde estava com a cabeça quando se ofereceu para arrumar aquilo... Ah, lembrava... estava pensando em Pear Butter. Um sorriso bobo brotou em seus lábios quando pensou na garota e em seus cachos ruivos.

Aquele dia ela estava linda, na ponta dos pés colhendo pêras e sorrindo para ele e Bright Mac acabou se distraindo por causa dela. Não a culpava, ele que era um tolo por ficar tão abalado por vê-la.

— Olá – Uma voz doce cumprimento em suas costas fazendo com que o jovem pulasse de susto e batesse com a cabeça no reservatório – Não precisa se matar.

— Oi – Piscou algumas vezes, seus olhos se acostumando com a imensidão da beleza da garota. Pear Butter prendeu os cachos atrás da orelha com o rosto iluminado pelo sol que se escondia.

— Como anda o conserto? — Sentou ao seu lado, o vestido verde florido esvoaçando ao seu redor.

— Lento – Não conseguia parar de olhar para o rosto dela – Eu não sou muito bom nisso, então acabo errando mais do que acertando.

— Posso te ajudar – Se ofereceu com um sorriso meigo e as bochechas de Bright Mac ficaram vermelhas como as maças da fazenda de sua família.

— Não precisa, eu gosto de vir pra cá.

— Gosta de receber olhares rudes do meu pai e ouvir grosserias? — Estreitou os olhos azuis confusa.

— Essa parte não é legal mesmo – Riu – Mas tem partes boas de vir pra cá.

— Ah é? E quais seriam?

Bright Mac voltou sua atenção para seus parafusos e voltou a apertá-los.

— Ora essa. O ar aqui é muito bom, o sol é gostoso, eu não posso reclamar de ficar entediado em casa… E tem você – Sussurrou como um segredo – Você faz tudo valer a pena.

Os olhos de Pear Butter brilhavam quando ela respondeu.

— Não seja bobo.

— Se não fosse por você eu nem teria batido no reservatório, pra começo de conversa – Provocou.

— Ah, então é minha culpa?

O garoto tentou reprimir um sorriso, mas não conseguiu.

— Um pouco.

— Ah é? — Pear Butter estreitou os olhos e levantou da grama verde, ficando de joelhos.

— Sim, então eu tenho o direito de ficar te olhando quando venho arrumar isso aqui. Sua culpa, seu pagamento.

— Você é um idiota – Xingou se jogando sobre ele e usando seus dedos ágeis para fazer cócegas no garoto, que ria e se contorcia embaixo dela.

— Para! Para!

— Você que pediu – Brincava no meio do ataque rindo junto com Bright Mac.

— Isso é mau – Reclamou entre gargalhadas.

Pear Butter parou a brincadeira, distraída com os olhos verdes e os cabelos cor de fogo que caiam feito uma cascata pelos ombros fortes do garoto. Estava deitada sobre ele, suas pernas ao lado da barriga dele e só então tinha percebido a proximidade que estavam. Seu rosto adquiriu uma tonalidade vermelha viva.

— Me desculpa – Murmurou envergonhada.

— Não tem porque se desculpar – Sussurrou. Sentou, aproximando suas faces – Buttercup.

— Buttercup? — A garota sorriu timidamente.

— É mais a sua cara – Rapidamente, tocou seus lábios na bochecha quente da garota.

— O que é isso? — Tocou a mão delicada onde tinha recebido o carinho.

— Agora é minha vez de me desculpar?

Com um sorriso, Pear Butter passou sua mão pelo pescoço dele, unindo seus lábios em um beijo apaixonado.

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