Sombras em SuramarCapítulo 1 - Votivo
A vela tremulava no altar votivo dedicado à Deusa Lunar. Ashrya conduzia suas preces com a diligência ensinada pela mãe. A cura, treinada dentro de sua família há muitas gerações, era concedida àquelas que seguiam os caminhos da Luz, as sacerdotisas sagradas. Mulheres, como sua mãe e sua avó.
Suas mãos esguias, de coloração azul-arroxeada, estavam cobertas por tatuagens prateadas – padrões arcanos que a ajudavam a canalizar a mana – que serpenteava pelos braços e desapareciam entre suas vestes sacerdotais.
“Seus mestres são como pequenas crianças brincando com fogo.” – Algo sussurrou em sua mente.
Ashrya cerrou os olhos com força.


