Reset
Reset
Capítulo 117 min de leitura

Press the reset, press, press the rest

Era noite do dia vinte e quatro de dezembro e os garotos não podiam estar mais animados. A gravadora organizara uma festa de natal para todos os grupos, então não havia uma pessoa que não estivesse animada para tal. A maioria convidou seus pais ou algum amigo que não via há muito tempo. De fato, tinha tudo para uma noite especial.


Não havia quase ninguém nos dormitórios que não estivesse nervoso ou agitado. Em um determinado quarto, porém, havia um rapaz desanimado em relação aos colegas. Park Jungsoo estava perto da janela, observando a noite agitada de cima. Ouvia os outros rapazes se despedirem ou marcando de se encontrarem em outro local, mas simplesmente não ligava.


– Hyung, vai ficar aí? Temos que descer! – ShinDong o apressou, mas não obteve resposta imediata. Então, entrou no quarto e se aproximou do mais velho. – Está tudo bem, hyung?

– Claro, não se preocupe comigo. – o rapaz enfim respondera. Tinha um sorriso no rosto, mas isso não convencera o amigo. – Confie em mim. Desça e divirta-se com os outros. Daqui a pouco eu vou.


You ask me if I really don’t feel anything or if nothing’s wrong from time to time

Do I really look like nothing is wrong? Do I?


ShinDong ponderou. Sentou-se ao seu lado e sorriu. LeeTeuk se aproximou e o abraçou. Pouco depois, DongHae e SungMin entraram no quarto. Os quatro ficaram em silêncio por algum tempo. O líder riu, apesar de sentir uma pequena pressão vinda dos outros. Estava nervoso e, mesmo que não tivessem lhe dito nada, sabia muito bem onde eles queriam chegar.


– Ainda está esperando pelo KangIn-hyung, não está? – DongHae enfim proferiu. Teuk não dissera nada, o que apenas confimara a teoria do amigo.

– Tem certeza de que quer esperá-lo? Sabemos o quanto ele o ama, mas lembra-se de como foi ano passado, não? – ShinDong voltara a falar, e um olhar triste do mais velho encontrara com o seu.


No fundo, era verdade. Estava esperando pelo militar, mesmo sabendo que isso poderia não acontecer. Fizera o mesmo no ano anterior, as lembranças estavam voltando aos poucos. A única coisa que recebra fora uma mensagem. Eu sinto muito, ele dizia. Apesar da promessa, não recebera nada naquele ano. Mas ele havia lhe prometido uma visita dessa vez, e estava contando com isso.


– Vamos descer, hyung! Está todo mundo esperando por nós... – SungMin o tirara do transe com sua voz fina e tentando incentivá-lo a sair do quarto.

– Vão na frente, eu ainda preciso me arrumar. – enfim respondera o mais novo. Os outros três se entreolharam, e Teuk riu. – Eu prometo que vou logo. Podem ir.


DongHae o abraçou e se despediu enquanto saia junto dos amigos. Teuk ainda ficou um pouco ali, observando e refletindo. Tudo o que os outros lhe disseram tinham um fundo de verdade. Esperava que KangIn aparecesse. Ele havia lhe prometido vir do exército passar a data consigo, mas no ano anterior isso não acontecera.


Deixou uma lágrima escorrer por seu rosto. Lembrou-se de quando se despediram, de quando ele estava partindo para o quartel. Desde aquele dia, o contato entre os dois diminuia dia a dia, mês a mês. Podiam trocar mensagens ou o que quer que fosse no começo. Em uma das vezes, o outro lhe pedira para esperar-lhe no Natal, pois faria uma visita.


Even now when I look at you my heart hurts, even if it’s for a moment,

I try hard not to let my tears fall

Don’t you know that I’m smiling like a fool?


Mas desde aquele dia, suas mensagens foram diminuindo. Cinco, quatro, três, duas, uma. Nenhuma. Nada por dias, semanas. Então chegara o mês que tanto esperava. Apesar de ter alguma ideia do que poderia ter acontecido com o rapaz, ainda queria alguma resposta. Tantas tentativas de algum contato com ele, mas nada. No dia marcado, esperou a noite toda por ele.


KangIn não apareceu. Não lhe deu notícias e nem mesmo um Feliz Natal, Teuk. Passou o feriado e mais dois ou três dias praticamente sozinho. Chorava quase sempre, não comia direito – apesar de isso ter sido comum desde o “desaparecimento” do outro – e mal conversava com os outros. Por muitas vezes, via os amigos tentarem lhe ajudar, mas Jungsoo só afogava ainda mais em sua dor.


Quando deu por si, chorava copiosamente e soluçava alto. Estava nervoso, além de mal conseguir ficar em pé. Os pensamentos do ano passado lhe assombravam do mesmo jeito que o assombraram por dias – e até mesmo por meses. Porque sentia medo de aquilo se repetir, mesmo tendo prometido a si mesmo que não ia deixar se abalar novamente.


Apoiou os braços em cima de uma mesa próxima e abaixou a cabeça. Não se sentia confortável ali, mas isso era o de menos. Queria parar de chorar, queria que aquela dor fosse embora. Mas não sabia como fazer aquilo tudo parar. Apesar da falta de ar, continuou na mesma posição por alguns minutos até cair no sono. Sentia que era o melhor jeito para ficar, já havia parado de chorar além de não estar mais pensando no que lhe fazia sofrer. Inconscientemente, já havia se conformado com a ideia de passar o Natal sozinho outra vez.


Now how can you and I become friends like before?

Can we really be like that?

Can we really?


xxx


O tempo havia passado sem que o rapaz percebera. Quando parou para prestar atenção, estava em um lugar escuro e muito frio. Olhava para os lados, mas nada via. Acima dele, apenas a lua prateada lhe fazendo companhia. Apesar de ser inverno, aguentava bem a temperatura baixa que fazia.


De repente, começou a fazer frio. Mas era um frio que não vinha de fora. Suas mãos tremiam freneticamente, seu peito doía e lágrimas caíam. O rapaz se ajoelhou ao sentir que ia perder o equilíbrio. Queria entender onde estava, porém não havia explicação. Percebeu que uma sombra passou por si de relance. Olhou em volta para saber o que era, mas ainda não conseguia ver nada.


Levantou-se com certa dificuldade e começou a correr em uma direção. Ouvia seu nome ao longe, mas não indentificada de onde. Começava a nevar e a esfriar, o que dificultava seus movimentos. Foi ao chão. De joelhos, ainda tentava lutar, mas não conseguia. Por fim, veio a luz.


Então, viu-se sentado em sua cama. Respirava rápido demais, mas sentia-se mais seguro que antes. Observava cada detalhe do local e percebera que estava tudo em ordem. Nunca saíra do quarto, afinal. Mas não sabia como havia ido parar em sua cama.


Finalmente, notou um detalhe importante que não estava lá antes: o rapaz o observava por trás de um par de óculos de grau antiquados. Não usava farda, apenas uma blusa de moletom de cor escura com um casaco de couro por cima. Tinha uma expressão séria estampada no rosto, mas um olhar sereno. As lágrimas começaram a escorrer novamente, e ele viera lhe confortar.


I’m looking at you, only you

Press the reset, press, press the reset

You, I can’t forget you


– Está tudo bem agora. – enfim, a voz rouca ecooara no quarto e então o rapaz se deu conta do que estava acontecendo. – Se quiser alguma coisa, qualquer coisa, eu estarei aqui.


Finalmente, soltou-se de seus braços. O sorriso e o olhar dele o confortavam de uma maneira que não esperava que fosse acontecer. Ao invés de sentir raiva, sorria e sentia-se aliviado por vê-lo ali, na sua frente. E então ele se aproximou novamente e segurou suas mãos.


– Como tem passado? Tenho tanto para lhe perguntar e lhe dizer que eu não sei nem como começar... – o rapaz finalmente proferiu. Ria docemente junto do outro, apesar de saber como ele realmente se sentia. Sentou-se melhor na cama e o chamou, ajeitando-o em seus braços.

– Podia me dizer porque sumiu de repente. Eu fiquei preocupado, Youngwoon! – as lágrimas voltaram a escorrer, junto da dor que ainda sentia no peito.


O moreno então o abraçou um pouco mais forte. Não tinha o que lhe dizer, por mais que estivesse pensado em dar-lhe alguma explicação quando chegasse. Podia ver que o havia magoado de alguma forma. Respirou fundo e tentou escolher bem o que ia dizer. Algo o incomodava, queria dizer isso a Jungsoo, só não sabia como.


– Tentei entender porque você sumiu, eu realmente tentei. – sua voz quase não saia, suas mãos ainda tremiam e algumas lágrimas ainda insistiam em cair. Respirou fundo e tentou continuar. – Mas você me fez uma promessa. Esperei por tanto tempo, e você simplesmente não apareceu mais. Por que fez isso?


KangIn não sabia o que fazer. Sentia o desepero do menor aumentar pouco a pouco, e aquilo o fazia se sentir um pouco mal. Mas não era sua culpa, afinal. Não havia tido tanto tempo quanto gostaria. Podia sentir que o outro estava deveras magoado consigo, mas não poderia fazer nada para mudar o que acontecera.


Please say something that your heart is aching with longing too like me

Tell me, my heart stops, I can’t breathe, my wounds don’t heal


– Eu sinto muito. – a voz rouca do moreno quase não saia. Teuk encarou-o diretamente e o viu sorrir, apesar da seriedade. – Mas é algo que você só vai entender quando chegar a sua vez de se alistar. – levou uma de suas mãos até o rosto do loiro e secou as últimas lágrimas que ainda escorriam.


O rapaz analisava cada palavra que o militar acabara de lhe dizer. O que poderia responder? Nada, ele tinha razão. Mesmo aquilo não fazendo tanto sentido quanto gostaria, no fundo admitia que ele estava certo. Desviou o olhar, respirou fundo e então percebeu. Tinha algo a mais nele, algo que ele tentava esconder. Perguntava-se o que poderia ser, mas nada vinha à mente.


– Diz isso como se eu não imaginasse o que fizera todo o tempo em que esteve lá... – o rapaz então se levantou e seguiu até a janela. – E não basta ter sido só isso. De verdade, o que aconteceu?


Youngwoon ponderou um pouco, mas logo se levantou também e fora até onde o namorado estava. Abraçou-o por trás e deixou-o se ajeitar em seus braços. Apoiou a cabeça em seu ombro, dando-lhe um beijo no rosto antes.


– Eu não queria ter me afastado de ti, mas... – KangIn iniciara de repente. O loiro pôde sentir um arrepio passar por seu corpo. – Mas eu aí soube sobre você e a Sora... – o moreno enfim proferiu num tom baixo, mas claramente magoado. – Por que fez isso comigo?


Teuk arregalou os olhos e sentiu a respiração falhar. Youngwoon tinha os olhos cheios d’água, mas não chorava. Quando enfim ficaram de frente um para o outro, o militar sorriu. Está tudo bem, murmurou, mas ambos sabiam que não estava. Havia algo a mais ali, talvez fosse mágoa. Era algo mútuo, muito embora não fosse algo proposital.


– Eu só quero saber porque... – proferiu ao se sentar na cama, sem olhar para onde o outro estava. – Não acredito que vai mesmo se casar com ela. – bufou, e olhou incrédulo ao rapaz, ainda de costas para si.


Teuk não conseguia mais chorar, embora fosse essa a sua vontade. Agora observava o rapaz sentado em sua cama com o olhar baixo, ainda mais sério de quando o vira pela primeira vez. Aquilo era de partir o coração, mal conseguia pensar direito vendo-o daquele jeito. Quando percebeu, o rapaz se levantava e seguia em direção à porta, mas antes parando e o encarando.


– Acho que não tenho mais o que fazer por aqui, pelo visto. – Youngwoon proferiu sério, mas ainda assim com um sorriso estampado em seu rosto. – Eu ficaria mais, mas fiquei de voltar entre amanhã e segunda-feira pro alojamento.


Aproximou-se devagar do rapaz e o abraçou. Teuk o retribuiu, mesmo que involuntariamente. Tinha a cabeça apoiada no peito do outro, que afagava seu cabelo devagar. Demorou um pouco para se separarem, e quando o fizeram, os rosto estavam muito próximos um do outro, o que possibilitou uma outra aproximação. Jungsoo selara seus lábios, não esperando ser retribuido.


Rather, should I leave first? Is letting you go something I do for you?

But forgive me, I can’t do it, I can’t forget you. Come back


Entretanto, fora surpreendido pelo moreno. Estava sendo correspondido, e com certa vontade. Ainda havia algo entre eles, era quase impossível dizer que sim, mas havia. Demorou um pouco para interromperem o ato, mas não desfizeram o abraço. Espere um momento, o loiro sussurrou. Youngwoon ficara no mesmo lugar, mas sequer ouvira o que fora lhe pedido. Só havia percebido alguma mudança quando Jungsoo bagunçava uma das gavetas do criado mudo. O militar sentou-se na cama, ao lado do tal móvel. Havia uma pasta azul no fundo da gaveta, e Jungsoo a pegou logo após encontrá-la.


Segurou-a nas mãos por algum tempo, como se quisesse ter certeza de era aquela mesmo que queria. Abriu a pasta após alguns instantes, pegou os papéis que haviam ali e entregou-os ao rapaz sentado na cama. Youngwoon analisou cada letra, cada detalhe do que estava em suas mãos. Contrato. Park Junsoo e Kang Sora. We Got Married. Não fazia muito sentido, por mais que soubesse o que aquilo significava.


– Isso não é só... ficção? – perguntou sério, sem encarar o mais velho diretamente. – Hyung, eu estou falando sério. Você a pediu em casamento pra valer, eu vi isso e... – guaguejou no final e nem tentou continuar de tanto o nervosismo que sentia. Fora isso, Jungsoo o beijou antes que pudesse fazer qualquer outra coisa.

– Dá pra calar a boca? Só um pouco? – bravejou, estava claramente exaltado. KangIn o encarava assustado, além de surpreso. – Desculpe. Mas dá você tentar entender agora o que aconteceu?


Youngwoon ainda estava confuso com o que seu hyung queria lhe dizer. Resolver ler o que o tal contrato dizia. A cada folha que terminava de ler, sentia uma parte de si ficar cada vez mais aliviada. Quando chegou ao fim, deixou as folhas de lado e voltou a encarar Jungsoo. O rapaz parecia frágil demais, como se fosse quebrar a qualquer momento.


Ambos estavam sérios e quietos demais. Um não sabia o que dizer para o outro, por mais que quisessem. Youngwoon observava o loiro a cada instante. Esperava que aquilo fosse mesmo o que aquele contrato dizia. Realmente, ele parecia estar certo. Mas tinha algo em mente – e não entendia – o que poderia tê-lo feito aceitar aquilo. Segurou suas mãos e o viu sorrir.


– Eu nunca me esqueci da promessa que lhe fiz naquele dia. – Jungsoo quebrara o silêncio, que já durava alguns minutos. – Desde o dia em que você saiu até hoje, eu estive bem aqui, esperando por você. – sua voz falhava, indicando que estava prestes a chorar novamente. Fechou os olhos enquanto uma lágrima solitária escorria livremente por seu rosto.


De repente, sentiu as mãos do moreno tocarem seu rosto. Não fez questão de olhar, o que fez se supreender quando ele o envolveu em um abraço. Eram bom, sentia-se um pouco melhor ali. Jungsoo abriu os olhos e virou-se de costas para melhor se ajeitar ao corpo alheio.

Ao encostar no corpo alheio, Jungsoo fora abraçado pelo moreno enquanto recebia um beijo em seu rosto. Ouvia sua voz num tom baixo, cantava alguma música que não conseguia identificar no começo. Gostava de ouví-lo, acalmava-o de certa forma. Era o que precisava naquela hora.


– Youngwoon, me perdoe, por favor. – o rapaz murmurou depois de algum tempo. Ainda o ouvia cantarolar, não tinha certeza se ele tinha prestado atenção. – Me perdoe por ter feito isso parecer real quando nem era pra ser... – respirou fundo e não pôde evitar os soluços e o choro.

– Shh, está tudo bem... – tentou-lhe acalmar. Acariciava seu rosto devagar, não queria vê-lo entrar em desespero novamente, mas estava quase impossível. – Eu amo e entendo você. Não precisa ficar assim.


Um sorriso se formou em meio às lágrimas. Jungsoo desfez o abraço e virou-se de frente novamente para o namorado. Sentia que ele estava diferente desde que chegara, achava isso bom. Estava mais confortável, não havia mais nenhuma tensão ali. Youngwoon se aproximou e selou seus lábios, mas interrompeu o ato logo, sorrindo logo depois. Feche os olhos, por favor, pedira. Jungsoo então o fizera, e então percebeu que ele havia se levantado. Não perguntou para onde ia nem o que faria, pois logo sentiu um toque leve em sua perna, indicando que já podia abrir os olhos.


Ao fazê-lo, suprrendeu-se com a cena: Youngwoon estava ajoelhado, segurando uma pequena caixa de veludo aberta. O anel prata brilhava ali, atraindo toda a sua atenção. Não tentava mais controlar mais o choro, pois sabia que seria algo difícil no momento. Esquecera-se de tudo o que haviam passado, agora apenas sorria e o via feliz à frente.


– Ano passado eu tive algumas dificuldades em vir, nem foi por causa do exército. – o moreno voltava a falar, ainda segurava as mãos do mais velho. – Foi mesmo por não encontrar algo que fosse realmente digno a você, que lhe fizesse tão feliz como está agora. – e então segurou a mão direita do outro e então lhe propôs o que o já era esperado. – Park Jungsoo, quer se casar comigo?


Jungsoo não dissera nada, a resposta era mais do que óbvia. Teve o anel colocado em seu anelar direito e sua mão recebera um beijo logo em seguida. Ajoelhou-se junto do noivo e o beijou. O rapaz o abraçou forte, e então apoiou a cabeça em seu ombro. Eu amo você, murmurou antes de voltar a encará-lo.


De volta à cama, Youngwoon o confortava em seus braços enquanto o via admirar a aliança em seu dedo. Estava feliz por si mesmo e por ele, ainda mais por ter seu pedido aceito. Abraçou-o um pouco mais forte sem perceber, recebendo um pequeno gemido de dor em resposta. Riu ao perceber o que fazia e se desculpou. Gostava de tê-lo por perto, mas mais ainda vê-lo feliz.


– Eu pensei muito antes de vir te ver. – começou a contar, tendo total atenção do noivo agora sério, apesar do sorriso estampado no rosto. – Tive medo de não dar nada certo ou de você não me aceitar mais.

– Isso é besteira, Youngwoon. – levou uma das mãos ao rosto alheio, seguindo o mesmo caminho de uma lágrima que acabara de escorrer. – Eu não fiz aquilo porque quis, entenda isso.


KangIn sentia-se aliviado por voltar a confiar totalmente no rapaz novamente. Ouvir aquelas palavras o deixavam mais calmo e confiante de que tudo entre eles poderia dar certo, mesmo com os quatro meses que ainda tinha de cumprir como militar. Olhar naqueles olhos depois de tanto tempo o confortavam, podia sentir o quão verdadeiro Jungsoo estava sendo consigo. Orgulhava-se disso, pois sentia que havia feito a escolha certo.


– Mas aí, vai dormir aqui comigo hoje, não vai? – Jungsoo o encarava ainda com medo do que quer que o outro fosse lhe dizer. Youngwoon depositou um beijo em sua testa e sorriu.

– É claro que vou. – sorria e reparava o quanto o noivo estava feliz em ouvir aquilo. – Mas acho que não dá pra dormir com essas roupas, tem algo pra me emprestar?


Jungsoo saiu da cama e o chamou, indo em direção ao closet. Ao chegarem lá, o loiro mostrara algumas roupas num canto, eram todas do militar. Fique à vontade, disse ao envolvê-lo num abraço. Logo, estavam se beijando novamente, mas dessa vez com alguma intensidade. Youngwoo o prendeu contra a parede, arrancando um suspiro de dor do rapaz.


– Nós vamos fazer... aqui? – Teuk perguntou ao sentir as mãos rápidas do outro percorrecem por seu corpo.

– Podemos ir pra cama, se quiser. – um sorriso malicioso brotou em seu rosto, fazendo o menor rir. Teuk concordou e KangIn então o levou de volta para o quarto e o deitou na cama.


Pouco a pouco, as roupas iam para o chão, e a única vontade ali era possuir o corpo alheio. De fato, não havia mais nenhum problema que os impedisse de estarem juntos, a não ser os meses que o moreno ainda tinha de cumprir como militar. No momento, iam apenas aproveitar. Aquilo nada mais era do que um recomeço.


How am I to let go of the person who’s standing in front of me? Press the reset. Press, press the reset

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