Repressão

Samymara

Repressão

Sinopse

One-shot Alguém já parou para pensar em como ele se sente? As emoções que reprime? As pessoas não são objetos. E ele não é uma excessão.
14+História Concluída~4min de leitura

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Boa pergunta... Quem raios eu sou?! Não sei se isso é algo que EU possa definir. Então, digam aí! Quem sou eu?

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Total: 736 palavras
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Capítulo 1

736 palavras•~4 min

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Te amavi

Te amavi, do latim "Eu te amei" se vale de um indicativo de tempo verbal. Mas o que é o tempo? O tempo é um conforto para que possamos nos situar e dar sentido às nossas vidas e não passa de uma vã tentativa de segurarmos em nossas mãos todas as lembranças que vivemos. Quanto tempo cabe dentro da dimensão de uma memória que temos? Qual é o tempo ideal para que cada evento ocorra na vida de um ser humano? Do Contra não tinha certeza, mas de repente passou a sentir a necessidade de descobrir.

Eu sou a Protagonista

Os anos inevitavelmente se passaram para a turminha... E o início da vida adulta trazem com ele inúmeras crises existenciais. Denise, agora cursando Jornalismo, busca reescrever e compreender sua própria narrativa. Talvez ela não queira continuar sendo apenas uma personagem secundária. Talvez, ela não esteja mais tão disposta a aceitar este rótulo. E foi assim que ela se rebelou. E esta é a sua história.

Red Flowers

Lágrimas escorriam por seu rosto, seu coração estava partido e aquilo doía, Deus, como doía. Ela preferia ter mil facas em brasas atravessando todo seu corpo do que só uma atravessando seu coração. O aperto em seu peito e estômago eram tão fortes que ela achou que não fosse aguentar. Ao chegar em casa, se jogou pelas escadas até chegar ao seu quarto e finalmente ao banheiro, onde colocou tudo pra fora, quando finalmente terminou, seu estômago estava vazio. Mas o vazio combinava com seu coração, que pesava em seu peito, ao mesmo tempo tão vazio e tão cheio e com uma dor sufocante, sentia como se alguém estivesse com seu coração entre as mãos, apertando, esmagando, sufocando ... e ela quase desejou que fosse realmente isso porque, pelo menos assim, aquela sensação desesperadora desapareceria. Enxaguou a boca com a água da torneira, a sensação estranha em sua língua e ergueu os olhos para o espelho. Só naquele momento, encarando a figura arrasada que a encarava de volta, Mônica percebeu que estava chorando, finalmente tomando consciência das lágrimas quentes que lhe escorriam pelo rosto. Os olhos pareciam de um animal dilacerado ou alguém que tinha perdido o que mais amava na face da terra, o que de certa maneira era verdade, exceto que ela não havia perdido, havia escolhido deixar. — Acabou, Cebola! Acabou ... As lembranças e as palavras ecoaram em sua mente, e a dor que veio com elas foi tão grande que a fez cair de joelhos no chão de madeira, soluços escapando de sua garganta e por fim um grito, um grito dolorido que ainda sim não conseguia exprimir toda a dor que sentia naquele momento.