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O outro lado

Devonshire

O outro lado
Capítulo 18 min de leitura

Capítulo único

O outro lado

Segunda-feira de manhã bem cedo, quando o Sol ainda nem havia surgido no horizonte, eu levantei de alguma cama tateando no escuro, podre da noitada que eu tive no domingo, em alguma boate das tantas que eu costumo frequentar. Eu além de tonto, por causa da farra, tinha dormido com as minhas lentes azuis e isso tinha afetado um pouco minha visão, me deixando muito mal. Terminei de juntar minhas coisas e já estava saindo do apartamento estranho, quando notei que faltava algo.

O dinheiro pela noitada.

Olhando bem para a minha vida deplorável, eu ainda tinha o meu orgulho, mesmo sendo um ulzzang e uma pessoa que prestava serviços a qualquer pessoa disposta a ter a noite mais incrível ao meu lado, eu tinha ele. Quando eu falo em orgulho, eu quero dizer que não ia incomodar novamente o pobre MinHyuk, pedindo para vir me buscar. Eram seis da manhã, de uma segunda-feira. Ele tem que ir trabalhar e eu não posso atrapalhar ele.

— MinHyuk!! Good Mooorniiiing! Estou no centro de Seul. Pode vir me buscar?

Ouvi uma risadinha no telefone.

— Ah… Novamente isso, HoSeok? Até quando você vai ir com isso?

— MinHyuk… Por favor…

Ele suspirou.

— Onde você está?

— No Central Park, perto do Capital Hotel. Vem logo! Ta bem escuro aqui.

— Saia do hotel e desça um pouco a rua, logo você verá o meu carro.

— O qu…? — Ele desligou o telefone.

Meu Deus, como ele sabia onde eu estava? Não… Eu duvido que… Impossível. Passou-se cinco segundos e eu reuni a minha coragem e saí do hotel, descendo a rua como MinHyuk pediu e, incrivelmente, estava com o seu carro estacionado a apenas cinquenta metros do hotel. Como isso era possível? Andei até o carro dele e parei na frente da porta, perplexo que aquilo realmente estava acontecendo. Que vergonha, surpresa e dúvida. Eu estava sentindo tudo ao mesmo tempo durante a situação.

O vidro do carro desce.

— Você vai entrar ou eu vai demorar muito ainda?

— Oh, sim, desculpe.

Eu fiquei um pouco inseguro, mas entrei no carro dele e fiquei olhando-o. Ainda não estava entendendo o que estava acontecendo, como ele sabia? Mas meus pensamentos foram cortados. Ele estava me entregando uma pequena garrafinha de vidro.

— Beba, é vitamina C. Vai ajudar você. — Ele me olhava com ternura. Parecia uma mãe preocupada com o filho rebelde.

— Obrigado, MinHyuk.

— Você está com fome? Eu trouxe café… Digo, você tem que comer HoSeok, não pode tratar a sua saúde com desleixo.

Incrível… Isso estava mesmo acontecendo?

— Sim, mas… Ahn, MinHyuk….

— Sim?

— Como você sabia onde eu estava?

— Ah… Isso… Ahn… Bem, na verdade eu estava… Ahnn…

Eu sorri. Ele havia mesmo me seguido.

— Por que você fez isso?

— Isso o quê? Não fiz nada… Aliás, por que o seu olho está tão vermelho? Deixe-me ver.

Ele segurou o meu rosto com suas mãos delicadas, apoiando seus polegares em minhas bochechas, olhando fixamente para os meus olhos. Mas que diabos era aquilo? Eu estava corado, mas ele não pareceu notar ou se importar.

— Você sabe que eu odeio suas lentes… Faz quanto tempo que não tira elas? Vai ter problemas de visão se não cuidar direito dos seus olhos. Tire-as.

— Oh, verdade. Esqueci completamente de tirá-las…

— Vou levá-lo até o meu apartamento. Descanse bem, quando eu chegar do escritório, nós conversamos melhor.

— Tudo bem. — Respondi com um sorriso singelo.

~~~

Não me lembro exatamente o que aconteceu durante a viagem, pois eu já estava na cama dele quando acordei. Levantei-me e olhei no relógio que havia em cima do criado-mudo e marcava exatamente dez horas da manhã. Mas espera? Por que eu estava no quarto dele e não no de hóspedes? Nem quando visito-o ele me deixa entrar em seu quarto… E meu Deus do céu… Que quarto lindo.

Para um apartamento, seu quarto é magnífico e incrivelmente grande. Havia perto da porta um quadro abstrato e em seguida dois degraus ligando a entrada ao resto dele, uma parede com arranha-céus do teto até o chão no fundo, iluminando ele todo, uma cama king size no centro, com vista para as janelas, e na lateral direita duas portas, uma para o seu closet e a outra para o banheiro. O quarto também era muito bem decorado e todo tinturado em cores pastéis dando um ar alegre ao ambiente e ao mesmo tempo luxuoso, combinado com os móveis modernos.

Eu me espreguicei e fui para o banheiro tomar uma ducha rápida e depois entrei em seu closet buscando alguma roupa que me servisse. Sem sucesso vesti apenas um roupão branco de seda e fui pentear os meus cabelos no banheiro e minutos depois fui me sentar na cama para ficar olhando a paisagem refrescante daquela manhã quente.

Um toque quente.

— HoSeok? O que está fazendo? — MinHyuk me olhava sorridente. — Venha, vamos até a sala de jantar… Comprei comida japonesa para almoçarmos.

— Nossa, eu amo comida japonesa. Você não comprou só porque eu gosto né?

Ele desviou o olhar.

— Claro que não… Eu apenas acabei passando por um restaurante japonês no caminho do escritório para cá.

— Tudo bem. — Acabei abrindo um sorriso meio tímido. MinHyuk estava sendo muito legal comigo.

Nós fomos até a sala de jantar e ele já havia arrumado a mesa. Tinha sobre a mesa sushi e sashimi dos mais variados tipos, inclusive, alguns que eu nunca havia visto. Eu estava sendo tratado como um rei.

— HoSeok, você prefere conversar agora ou após o almoço?

— Pela sua cara, acho que vou preferir comer primeiro…

— Por que você continua fazendo esses trabalhos? Você pode muito bem viver fazendo outras coisas e eu posso ajudar você! Já olhou para a sua aparência? Você é bonito… Poderia ser modelo, ator ou qualquer outra coisa.

— Já falamos sobre isso, MinHyuk.

— Tudo bem, tudo bem…

Seu olhar era triste, chateado.

— Oh, vamos, não fique assim baby.

Ele não me olhava. Fui obrigado…

Eu me levantei da cadeira, abrindo um pouco o meu roupão, exibindo ainda mais o meu corpo, e fui até a outra ponta da mesa e arrastei a cadeira em que o MinHyuk estava e sentei-me em seu colo, puxando o seu rosto para perto do meu fazendo-o olhar para os meus olhos. Sua expressão era de insegurança… Uma graça.

— HoSeok, por favor… Não faça isso.

Seu olhar dizia outra coisa.

— Isso o quê? — Dei-lhe um leve beijo em seus lábios. — Você se refere a isso?

— E-eu não quero fazer isso… Estou tentando me controlar.

— Ninguém está te obr…

Ele já havia empurrado a cadeira para longe e me erguido, enquanto eu enlaçava minhas pernas em sua cintura. MinHyuk apoiava suas mãos quentes em minhas coxas, incendiando-as com seu toque forte e delicado, beijando-me como se o mundo fosse acabar a qualquer instante. Seu beijo era apressado e doce ao mesmo tempo e ele passeava com suas mãos sobre o meu corpo praticamente nu dentro daquele roupão de seda, quase transparente, enquanto me prensava contra a parede.

— Isso é culpa sua… — Ofegava ele em meu pescoço, distribuindo beijos nele enquanto recuperava o fôlego.

— Minha por quê? Eu não fiz nada. — Rebati, abrindo um sorriso malicioso e mordendo sua orelha.

MinHyuk mudou sua aura repentinamente… Parece que eu acordei sua fera interior. Ele puxou o meu cabelo de um jeito muito sádico, obliterando completamente minhas estruturas… Nós já estávamos quase nos tornando um só quando me senti sendo jogado contra a cama. Quando nós chegamos no quarto? Quando foi que ele surgiu em cima de mim?

— Hey, você não está um pouco apressado não?

Fui calado por ele recebendo um beijo sedendo por selvageria. Ele estava transformado.

— Você… Você merece ser punido, HoSeok. — Ele riu maliciosamente e rasgou completamente o roupão que eu estava usando.

Finalmente vou ter o que eu quero.

MinHyuk começou a lamber o meu mamilo com piercing enquanto acariciava o outro com o polegar e o indicador, arrancando de mim gemidos abafados com seus movimentos circulares com a língua. Ele encachou o meu quadril no seu e enlaçou a minha cintura com os braços, puxando-me para seu colo, fazendo-me sentar nele e colando meu corpo junto ao seu, beijando meu pescoço, provando de mim a cada beijo e mordida. Eu estava enlouquecendo.

No mesmo instante MinHyuk me jogou na cama novamente e veio se deitando sobre mim, cobrindo meu peito com beijos e descendo até o umbigo. Ele começou a masturbar-me, provando de minha nudez aos poucos, saboreando cada momento. Não era apenas um momento dele… MinHyuk estava sendo tão incrível que ao mesmo tempo proporcionava prazer para mim e para ele e agora, o maior dos prazeres iria começar já que ele estava como veio ao mundo assim como eu estava desde que ele rasgou o roupão.

Selvageria. Esse era o nosso momento, antes de eu ser vendido.

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