- Eu não gosto quando as pessoas dizem que me amam.

- E por que não?

- Porque eu não sei se sou capaz de responder à esse sentimento.

- Você realmente acha isso? – seus lábios quentes perfuram minha pele, suas palavras se cravam em minha mente. — Porque diz isso, pequeno? Não se satisfaz, não se sente feliz quando digo que lhe amo? – nego com a cabeça, tento afastá-lo.

- Pare com isso! – esbravejo, e então o atiro para longe. Depois que vi o que fiz, fico sem ação. Por que faz isso comigo, seu idiota? – Eu... Porque não entende que eu não consigo? Só, me deixe em paz, certo? Vá embora! – viro de costas para você, eu sei que não vai me obedecer, eu sei que não irá me deixar.

- Ei, eu te amo criança. – me abraça e beija suavemente minha nuca.

- Seu... tolo. – empurro-o novamente, porém não com intenção de me livrar dele. Deixo-me ser beijado, me deixo ser tocado, deixo me ser penetrado.

Amor... O que seria tal sentimento?

- Ei, eu te amo seu bobo. – me diz de novo.

- Para com isso, por favor? – peço-lhe, ainda despido, deitado em sua cama de casal. – Não entende que me machuca cada vez que me diz isso? – lágrimas teimam em querer cair em meu rosto, mas eu as seguro, firme. Se eu não o fizesse, ele as repetiria.

- Eu só quero te ensinar como amar. Não entende que me dá vontade de morrer, ao te ver ausente de tal sentimento? – seus olhos também carregam lágrimas, e eu sei que não irá chorar. Não em minha frente. – Você é mesmo uma criança! Não consegue superar o que um dia te machucou, e agora machuca àquele que lhe ama. Não pode pensar em outra pessoa além de você? Não pode pensar, em mim? – e eu que nunca havia lhe visto chorar, me machuco mais ainda em saber que eu sou a causa disso.

- Me... desculpe. – sussurro sem saber o que dizer, sem saber como agir. E de súbito você me abraça, e me beija na bochecha.

- Como se sente ao me ver desse jeito, Chez? – me pergunta com a voz embargada. Posso sentir algumas lágrimas caírem em minha camiseta. – Se sente triste? Culpado?

Hesito antes de falar, com medo de que minha resposta não seja a esperada.

- Algo doeu aqui dentro, Steve. O que é isso? – pergunto o abraçando forte e não querendo solta-lo. Ele se afasta um pouco, e sorri. Um sorriso belo, feliz.

- Amor, Chez. – me responde e logo me beija, me fazendo esquecer por um momento, o fato de eu ter sido seu melhor 'aluno'.

- Eu...Obrigado. – e ele ri de maneira esbelta e eu sinto como se eu estivesse caminhando no céu. Como se tudo pudesse acabar amanhã, contanto que ele estivesse ali, para me ajudar quando eu caísse.

Para me mostrar o verdadeiro significado de amar.

- Fim —

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