O Caminho do LoucoThe King is Dead
“A porra do rei está morto!” O Arlequim ergueu a caneca, espirrando cerveja barata na mesa. Ninguém ecoou sua risada ébria, não as almas amarguradas na taverna subterrânea. “Vocês choram por ele, amigos? Não! Sem ele a cidade está à deriva, mas vocês não choram por ele! Jamais!”
Ele articulou a palavra como se ela tivesse origem em seu estômago. Camadas de maquiagem velha em seu rosto intensificavam a erraticidade de seu olhar, por isso ninguém o encarava muito. As roupas puídas não lembravam o diorama multicolorido que um dia tinham sido.
Mas o palhaço nunca esteve tão vivo.

