Notas de uma identidade em suspensão
Notas de uma identidade em suspensão

Notas de uma identidade em suspensão

Sinopse

Dentro de mim há um mundo que ninguém mais consegue ver um turbilhão de sentimentos, dores e desejos que me tornam intensa, inteira e diferente. E, mesmo ferida, sigo fiel a mim mesma, recusando o raso, o banal, o que não toca a alma.

Escrito por

Ver perfil

“Ferida aberta, escrita viva 🖤”

Recomendações

0

Seja o primeiro a recomendar esta história para outros leitores!

Total: 590 palavras
01

Notas de uma identidade em suspensão

590 palavras•~3 min

Nenhum personagem registrado nesta história.

Mais como esta

Uma pessoa atravessa um período de profundo desalinhamento interno, onde existir passa a ser um ato automático e silencioso. Sentindo-se distante de si mesma, ela caminha por dias marcados por vazio, memória e cansaço emocional, buscando sentido em meio à névoa da própria identidade. Não há um evento único que explique a perda, apenas o acúmulo de ausências, feridas que não cicatrizam e a sensação constante de estar fora do próprio eixo. Sem promessas de cura ou finais felizes, a narrativa acompanha essa travessia íntima, onde resistir, mesmo sem direção clara, torna-se a única forma de permanência.

Entre sombras e cicatrizes, eu percorro os labirintos da própria memória, encarando amores que nunca foram amor e dores que se transformaram em aço. Em um universo de silêncios cortantes, bloqueios e retornos, ela descobre que o vazio também é morada, e que a escuridão pode ser refúgio e renascimento. Melancólica, intensa e visceral, esta narrativa revela a beleza trágica de quem já foi despedaçada, mas encontrou na própria solidão a força para sobreviver.

No dia de seu décimo oitavo aniversário, Théo recebe um envelope misterioso contendo uma fotografia que não deveria existir. Nela, ele aparece ao lado de pessoas que não reconhece e de quem não guarda nenhuma lembrança. Intrigado com a imagem e determinado a descobrir quando e onde aquela foto foi tirada, Théo segue as poucas pistas que possui até Bardo, uma pequena cidade do interior de São Paulo cercada por histórias estranhas e segredos que parecem ter sido esquecidos pelo tempo. Mas, quanto mais ele procura respostas, mais percebe que aquela fotografia pode estar ligada ao seu próprio passado. E talvez algumas verdades tenham sido escondidas dele por muito mais tempo do que imaginava.

No princípio, havia o Jardim. Adão conhece seus rios, seus caminhos e as criaturas que recebeu a tarefa de nomear. Eva descobre o mundo ao seu lado, fascinada por tudo aquilo que existe - e, principalmente, por aquilo que ainda não compreende. No Éden, nada lhes falta. Há alimento, abrigo, beleza e a presença de Deus, que os orienta como um pai e lhes ensina sobre a vida que colocou diante deles. Existe apenas uma ordem que não deve ser desobedecida: no coração do Jardim, há um conhecimento que não lhes pertence. Durante muito tempo, isso parece suficiente. Até que Eva encontra uma serpente diferente das demais. A princípio, ela é apenas mais uma criatura entre tantas outras. Mas seus encontros se tornam frequentes, e suas palavras despertam perguntas que Eva nunca havia pensado em fazer. Adão, menos disposto a aceitar conclusões sem compreendê-las, começa a procurar suas próprias respostas. Aos poucos, aquilo que sempre conheceram como Paraíso passa a ser observado de outra maneira. E quanto mais os dois tentam compreender o mundo que receberam, mais difícil se torna separar curiosidade de desobediência, proteção de limite e fé de escolha.

"Uma reflexão íntima e visceral sobre o eco que um grande amor deixa na alma após o seu fim. Entre o peso da rotina, os rumos distintos e uma dolorosa autocrítica sobre a insuficiência das palavras bonitas frente à realidade prática do amar, a narrativa acompanha alguém que tenta reconstruir seus dias. Mesmo buscando novos rostos, novos sorrisos e outras rotinas, a presença do outro insiste em se fazer notar nos mínimos detalhes. Longe de procurar culpados, o texto é um mergulho maduro na aceitação das escolhas e consequências, celebrando a beleza de uma história que, embora tenha sido um eterno "quase" como um título mundial perdido na final , ainda assim foi uma história feliz."

Existem coisas que permanecem. Não importa quanto tempo passe. Para mim, é o cheiro de tinta branca. Ele surge apenas durante as tempestades mais fortes. Sempre acompanhado pela mesma dor de cabeça. Sempre trazendo a sensação de que estou esquecendo algo que deveria lembrar. Algo importante. Algumas lembranças também insistem em voltar. Um corredor vazio na escola. As luzes piscando acima da minha cabeça. Um som distante vindo do outro extremo. Toda vez que tento me aproximar, os detalhes desaparecem. Mas a sensação permanece. Enquanto tento reconstruir fragmentos de um passado cada vez mais confuso, começo a perceber que existem ausências onde deveriam existir respostas. E alguns segredos não desaparecem. Eles apenas esperam. Talvez entre as lembranças que perdi. Talvez entre aquelas que ainda restaram. Tudo o que sei é que, sempre que sinto o cheiro de tinta branca, a mesma pergunta volta à minha mente: O que foi tão importante a ponto de ser esquecido?