“Ninguém mais está seguro”, estava escrito em letras bem grandes na primeira página do Profeta Diário. Em baixo, fileiras de imagens de bruxos que, além de terem sido todos assassinados por Comensais da Morte, só tinham mais uma coisa em comum: a descendência trouxa.
— Mas que coisa mais enaltecedora! – Exclamou a Comensal Belatriz Lestrange, passando o jornal para seu marido Rodolfo, que estava sentado à seu lado, para que ele lesse também. Todos os seguidores de Lorde Voldemort estavam sentados em torno de uma longa mesa, em uma sala iluminada apenas à luz de velas. Até alguém que não conhecesse a causa do grupo teria medo daquela cena, e em especial, do único homem que estava de pé, andando pela sala sem olhar para os seguidores.
— Não entendo esse seu tom de prazer, Belatriz. – Disse friamente à mulher, que era uma de suas mais novas Comensais, embora também uma das mais convictas no que fazia. – Não é uma matéria positiva. Mostra que ainda estamos longe do comando do Profeta Diário.
— Pelo menos no Ministério já estamos infiltrados, milorde. – Falou um outro Comensal, quase timidamente. Voldemort não respondeu.
— E quanto à Hogwarts? – Perguntou Lúcio Malfoy, recentemente formado no colégio. – As aulas começarão em poucas semanas, e certamente mais sangues-ruins entrarão.
— Eu sei, Lúcio. – Respondeu Voldemort, mais frio ainda. – Deixemos que entrem.
Protestos soaram por toda a mesa, mas o olhar que o Lorde das Trevas lançou aos seguidores em seguida os fez parar.
— Com Alvo Dumbledore no comando daquela escola, teremos de tomar mais cuidado com Hogwarts do que com o próprio Ministério da Magia. – Continuou. – Mas essa situação mudará em breve. Não é como se não tivéssemos pessoal infiltrado lá, neste ano.
Voldemort olhou para os rostos de cada um dos Comensais. Quem se infiltraria sabia de quem ele estava falando.
— Bem. Se não vão mais tentar me dizer o que eu tenho de fazer, a reunião de hoje está encerrada.

