Love Without Return
Love Without Return
Capítulo 14 min de leitura

Amor sem volta

Near POV\'s

Aquela discussão ainda estava na minha cabeça, não consegui esquecê-la, foi a discussão mais importante que tive com o Mello, entre todas elas.

*Flash Back*
- O que aconteceu, Near?
Aquele idiota, porque ele veio atrás de mim? Porque não me deixou sozinho?
- Nada.
Menti descaradamente para ele, esperando que ele acreditasse que não aconteceu nada.
- Não, não você não está bem. Aconteceu alguma coisa.
Ele notou, porquê? Não seria mais simples ele esquecer da minha existência?
- Eu cansei.
Resolvi falar a verdade para ele, não ia mais mentir.
- Cansou do quê?
- DE VOCÊ! SEU IDIOTA!
Eu o vi me olhando surpreso, afinal eu gritei com ele, e eu nunca faço isso, porque sempre sou tão “frio e sem emoção”.
- De mim? Porquê?
Como ele era idiota! Aquele loiro mongo, burro, idiota, mas tão amável e lindo e... peraí Near! O que está pensando?!
- Porque eu cansei do Mello sendo cruél comigo o tempo todo.
Nesse momento eu estava me segurando para não chorar, não queria chorar, não na frente dele. Ele é tão forte, não ia dar a chance dele ver o quanto eu era fraco em sua presença.
- Achei que não se importava... comigo e com o que eu faço.
- É claro que eu me importo.
Sai chorando, voltando para a minha casa, ficar na casa do Mello não era bom agora, não queria falar com ele.
- NEAR, ESPERA.
Eu ouvi-o gritar, mais não parei até chegar em “casa”, então me fechei lá para não sair mais, precisava ficar sozinho.
*Fim do Flash Back*

Faziam exatamente dois dias desde aquela discussão, estava no meu quarto, o Mello não dera nem sinal de vida, então decidi ir para a sala brincar um pouco mais. Que surpresa, lá estava ele, em pé ao lado de um sofá.
- O que faz aqui, Mello?
- Vim falar com você, Near.
- Porquê? Não tenho nada para falar com você.
- Tem sim.
Ele sentou no sofá e eu, por respeito ou talvez por vontade mesmo, sentei no chão em frente dele, afinal nunca sentava no sofá, gostava do chão.
- Desculpe por tudo, Near.
- Tudo o que?
Ele havia me pedido desculpa e eu realmente não sabia o porquê.
- Por não notar que você se preocupa comigo.
- Claro que me preocupo, por isso fiz tudo para te proteger, Mello.
- Near...
Ele queria dizer algo, mas não conseguia, eu notei isso. Então ele começou a comer aquele chocolate, tão sereno, e eu fiz algo em que eu nunca pensei que iria fazer. Cruzei meus braços no joelho dele e deitei a cabeça nestes braços, fiquei observando ele comer.
- Quer um pedaço?
Ele me ofereceu um pedaço do precioso chocolate. Algo muito estranho vindo do Mello.
- Não, obrigado.
Agradeci sinceramente.
- Você é tão fofo, Near.
Eu fiquei vermelho de vergonha eu sabia disso, mais eu vi no rosto dele um sorriso tão bonito, gentil, doce... nunca tinha visto ele sorrir assim.
- E você fica bonito com esse sorriso gentil no rosto.

- Obrigado.
Notei que ele agradeceu realmente assustado, não entendeu o porque de eu dizer aquilo. Eu comecei a fechar os olhos, estava com sono. Desde que a gente discutiu eu não dormira mais do que duas horas, acabei dormindo. Quando acordei, algumas horas depois, ele estava sentado numa cadeira me observando e eu estava deitado na minha cama.
- Eu achei isso.
Ele me mostrou o presente que eu tinha comprado para ele, que tinha um bilhete dizendo que eu o amava mais do que tudo e sempre iria estar com ele, independente do que acontecesse. Eu ia mandar pra ele hoje, não aguentava mais esconder o que eu sentia por ele.
Eu sorri envergonhado e perguntei a primeira coisa que veio na minha cabeça.
- O...O... O que achou?
Ele sorriu, aquele sorriso que eu amava e que ilumina o rosto dele.
- Eu nunca pensei nisso, mas, vendo você dormir pensei no que aconteceu nesses dias... e percebi que eu também sinto isso por você, por isso sempre precisei te proteger de algum jeito, não conseguia ficar longe de você, e o que eu sentia por você não era ódio como eu pensava. Era simplesmente amor camuflado de ódio.
Eu sentei na ponta da cama e sorri para ele, ainda um pouco envergonhado, e quando percebi... ele estava me beijando.
- Eu te amo, Near.
- Eu também te amo, Mello.
Nós finalmente confessamos o que sentiamos. Foi o momento mais feliz da minha vida.

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